Estrada errada do feminismo

Written by Volponi on 8/7/2003 – 10:42 -

Na Carta Capital desta semana, uma entrevista interessante com a filósofa e feminista Elisabeth Badinter. Em pauta, os caminhos errados do feminismo francês. Por extensão, do feminismo mundial.

Primeiro, ela critica a vitimização da mulher, feita pelas feministas a partir de 80. Em vez de lutar de igual para igual com o machismo, foi acentuada a imagem de um homem predador e estuprador, como se as mulheres não tivessem competência de se defenderem. Assim, aproximam a imagem da mulher ao de uma criança, tal como no começo do século passado. Assédio sexual? Mesma coisa.

Outra bola dentro: prostituição. As feministas francesas vociferam contra, indiscriminadamente. Badinter coloca em relevo: há diferenças entre a prostituição independente e a escravidão de garotas do Leste Europeu (e da Am. Latina também, porque não?) feita por proxenetas. Esta última é deplorável, mas e a primeira? Qual a diferença entre prostituição independente e a postura pragmática de certas mulheres na escolha de seu(s) parceiro(s)?

Discordo, como a entrevistada, da postura do feminismo hoje. As conquistas da década de 60/70 já estão consolidadas, ainda bem. Não há chance de a mulher voltar à posição submissa de sempre. Mas, agora, outras questões surgem. E acho que alguns discursos estão errados. As mulheres queriam independência, respeito, poder? É ridículo que tenham ficado tanto tempo sem. Mas, agora, dependem apenas de si para tomar a responsabilidade com as duas mãos, e não deixar que o sexismo se torne algo relevante. Ou não é esse o objetivo final do feminismo?

No final, uma constatação tardia (de minha parte): o poder absoluto das mulheres na reprodução através da futura clonagem reprodutiva. Pra quê homens?

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E não é que existe?

Written by Volponi on 27/6/2003 – 10:18 -

E não é que existe vida inteligente dentro dos órgãos públicos? Eu fico até espantado de ver planejamentos integrados com cronogramas para 15, 20 anos. Por exemplo, o plano diretor dos tranportes do estado e o projeto do Rodoanel. É ver pra crer.

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Amazônico

Written by Volponi on 16/6/2003 – 16:35 -

A Amazônia é nossa. As florestas, a fauna, o ecossistema. O pulmão do mundo. Quanto de amazônia há em você? Em mim, nada. Nunca fui pro Amazonas, nem sequer pro Pará. As imagens que de lá vêm ainda parecem de um outro Brasil, tão distante quanto o Pantanal ou o interior do Piauí. Bolivianos e colombianos devem se sentir mais amazônicos, em geral, do que nós, brasileiros-do-sudeste-que-do-norte-só-conhecem-as-praias. E com toda a razão.

A Amazônia é nossa?

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Universidade pública e gratuita?

Written by Volponi on 3/6/2003 – 11:40 -

Folha Online - Educação - MEC quer cobrar de alunos de universidades públicas - 03/06/2003

Interessante essa opção do Cristovam Buarque. No texto, as coisas não ficam muito claras. Típico de jornal alarmista. Mas, se for pra cobrar do aluno depois de formado, quando estiver trabalhando, e ainda for possível descontar uma parte do IR, eu concordo. E pagaria alegremente. Acho um absurdo só uma parte da população ter acesso a universidade pública gratuita, e o resto não ter a menor chance disso.

O mais estranho é ver que o pessoal dos DCE’s são contra qualquer tipo de iniciativa desse tipo. Se quem vai pagar são só as classes média e alta, não vejo problema.

Acho muito pequeno o retorno que eu dou à sociedade pelo estudo que recebi. Assim é mais justo.

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Não, não e não

Written by Volponi on 19/5/2003 – 18:51 -

Os fins NÃO justificam os meios. Não, não e não. Por mais que eu tenda a achar que sim, certas vezes.

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Abre aspas

Written by Volponi on 9/4/2003 – 17:54 -

Há mais pontos em comum entre os costumes do Iraque e duas ou três coisas que costumam acontecer em parte do Brasil. Agora que a coalizão chegou em Bagdá, a gente está descobrindo que o aeroporto da cidade se chama Aeroporto Saddam Hussein. Que algumas pontes que atravessam o Rio Tigre se chamam Ponte Saddam Hussein. Que a praça principal se chama Praça Saddam Hussein. Que a grande avenida local se chama Avenida Saddam Hussein. Que o hospital se chama Hospital Saddam Hussein. Agora, me conta, o Iraque não é meio parecido com a Bahia?

Fecha aspas. Artur Xexéo, O Globo, 09/04/03.

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Guerra mental

Written by Volponi on 8/4/2003 – 12:14 -

- Cada vez que ouço na BBC ou na CNN sobre a distribuição de comida e propaganda, na batalha por “hearts and minds” (corações e mentes) dos iraquianos que sobrevivem aos seus ataques, lembro-me de uma frase de George Orwell. “O campo de batalha está entre seus ouvidos.” Sempre…

O Zé Kley lembrou bem. Acho muito engraçado essas denominações de estratégias de guerra, me parecem todas infantis. Primeiro, “choque e pavor”. Depois, “corações e mentes”. E me diz uma coisa: uma população que sofre com “choque e pavor” vai entregar seus “corações e mentes” aos invasores? Ou vai formar centenas de pequenos Bin Ladens? Orwell e Huxley sempre estão em alta nessas épocas de guerra e de contra-informação.

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A causa de tudo

Written by Volponi on 7/4/2003 – 16:35 -

Descoberta a causa dessa idiotice de guerra. A culpa é da ausência de estagiárias na Casa Branca. Na época do Clinton, isso nunca aconteceria. O Bush deve ser um cara muito estressado.

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Liberdade de expressão…

Written by Volponi on 7/4/2003 – 16:25 -

… mas nem tanto.

Al Jazeera and the Net - free speech, but don’t say that (The Register)

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Hamurabi?

Written by Volponi on 21/3/2003 – 16:38 -

Aprendendo sobre a velha mesopotâmia, incluindo os assírios e os babilônicos. E pensar que o Rei Hamurabi que criou um código imitado por toda as civilizações que serviram de base à civilização ocidental.

Mesopotamia - British Museum
E que, hoje, é palco da maior incivilidade possível.

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