Quipus: nós de linguagem

Written by Volponi on 19/3/2006 – 20:45 -

Uma das coisas que mais me chamou a atenção na viagem pro Chile, em janeiro, foi uma coisa que vi no Museo de Arte Pre-Colombino. Trata-se do Quipu.

O quipu é um instrumento para registro de informação que consiste, simplesmente, de diferentes tipos de nós em cordas comuns. Os quipus eram produzidos por oficiais incas altamente especializados (funcionários do império, claro), e podiam conter desde os impostos pagos por cada região (com cada sub-corda servindo de registro temporal para cada pagador) até poemas e histórias (utilizando um sistema mnemônico).

É impressionante. Não dá pra entender o que a coisa é, na verdade, sem ver do que se trata. Cada corda tem milhares de nós, com cores diferentes, e era tão extenso que, aberto, ocupa o chão todo de uma sala. Só que é leve (são só cordas), e “adicionar informação” não deve ser difícil, pra uma pessoa andando e contando coisas. Imagine um inca com uma bolsa de onde sai uma única corda, e ele vai criando diferentes nós para cada informação. Imagine também que esse quipu pode ser transportado facilmente, e com informações relevantes para serem centralizadas na capital.

Fiquei meia hora sentado em frente ao painel com o tal quipu, imaginando tudo isso e admirando a engenhosidade de um povo que foi, antes de desaparecer misteriosamente, um dos maiores impérios do mundo. língua, história, chile, santiago

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O conundrum do café

Written by Volponi on 16/3/2006 – 19:17 -

Segundo o Merian-Webster, conundrum significa um problema muito difícil de ser resolvido. Segundo um podcast excelente da CBC Radio do Canadá, o Quirks & Quarks, existe um conundrum a respeito da relação café e problemas cardíacos.

E porquê isto é relevante? São as minhas 4 xícaras por dia, oras.

A questão é: segundo algumas pesquisas, café aumenta o risco de infarto. Segundo outras pesquisas, café diminui esse risco. E aí? Os pesquisadores estão loucos?

De acordo com novas pesquisas (arrá! sempre elas!) tudo depende de um gene. Um gene “destruidor de cafeína”. Se você tiver o gene, café faz bem. Se não tiver, faz mal. E aproximadamente 50% da população tem esse gene.

Fantástico. Era tudo o que a gente precisava. Um conundrum sobre o café. De minha parte, já sei: prefiro correr o risco. Por enquanto, pelo menos. Vai um espresso?

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Minhas coisas preferidas

Written by Volponi on 16/3/2006 – 12:15 -

Ultimamente, andar por aí e podendo ouvir o que se quiser. Melhor ainda se for My Favorite Things, inesperadamente. Bendito Coltrane. O mais engraçado é, ao caçar informações sobre a música na internet, a gente se depara com uma tese sobre a interpretação dessa música feito pelo jazzista. Sim, uma tese acadêmica, muito bem apresentada na web.

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Explicando…

Written by Volponi on 7/4/2005 – 14:50 -

… é assim ó. Um não sabe lidar com a situação, o outro sente isso e fica inseguro. O outro fica inseguro, compreende menos o que está acontecendo, gera desconfiança no um. O um não sabe lidar com a situação…

Coloque-se no lugar do um. Dá certo. Coloque-se no lugar do outro. Dá certo. É, a explicação não serve pra muita coisa…

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Memórias

Written by Volponi on 28/3/2005 – 14:46 -

Ver. Ouvir. Reconhecer. Comparar. Avaliar. Reconhecer. Sem memória, não dá.

Prolixamente: pra descobrir o que é bom e o que não é. Pra saber o que se quer e o que não se quer. Pra (se) reconhecer. Pra fazer valer aquele lugar-comum de “acumular experiência”. Pra abalizar as decisões. Pra decidir o que esquecer. O que lembrar. O que evoluir.

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Sabe-tudo moral

Written by Volponi on 21/10/2004 – 18:47 -

Hoje estou muito chato. Esses posts abaixo parece coisa de quem acha que tem direito de ficar criticando as posturas de deus e o mundo. Quanta prepotência!

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Como estou dirigindo?

Written by Volponi on 21/10/2004 – 18:45 -

“Como estou dirigindo? F#@%-se, o carro é meu”. Vi hoje, pela primeira vez, esta frase colada na traseira de um carro. Alguns minutos depois, vi em outro carro. “Engraçado, né?”. Não, não é engraçado. É mal-educado. É egoísta. É perigoso.

O perigo, a meu ver, é a falta de uma visão de coletividade. “Eu faço o que quero, não quero saber do resto do mundo.” Se eu dirijo mal, isto não causa problemas só pra mim: posso atropelar um pedestre, atingir algum outro carro, trazer mal a outras pessoas.

Responsabilidade? Onde está?

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Anencefalia religiosa

Written by Volponi on 21/10/2004 – 18:39 -

Que os cristãos, católicos, budistas, flamenguistas ou quem quer que seja tenham o direito de nunca efetuar um aborto em casos de anencefalia. Mas querer impor isto a todas as outras pessoas do Brasil é um absurdo.

Por que não deixar a decisão nas mãos de cada um? Se você não concorda, não faça. Mas proibir quem quer que seja de fazê-lo é um absurdo. E é o que acontece agora.

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Os manos e a irmandade

Written by Volponi on 29/9/2004 – 17:05 -

Acabo de ler um paper interessante de Maria Rita Kehl, chamado As Fratias Órfãs. O tema é a cultura do Rap em São Paulo, mais especificamente sobre os Racionais MC’s. Ela tece uma análise (pessoal, mas muito abalizada) a respeito da influência, dos porquês e dos significados desse movimento na periferia. Sem mitificação da pobreza, sem posturas eu/eles, sem meias-palavras.

É um trabalho longo, para ser impresso e lido com calma. Mas que joga algumas luzes na postura (e na “atitude”) dessas pessoas, que lutam para afirmar seu valor coletivamente em uma sociedade individualista e geradora de exclusão, da qual são vítimas diretas.

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Dois detetives

Written by Volponi on 20/9/2004 – 17:31 -

Influencie os jogos políticos. Estabeleça pactos para se proteger. Só declare suas intenções em último caso. Elimine a inteligência.

Não acredite em certezas presumidas. Cheque cada detalhe. Procure quebrar paradigmas. Faça as perguntas certas.

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