Folha.com.br e um “estranho jornalismo”

Written by Volponi on 29/8/2008 – 13:15 -

A Folha.com.br tomou uma atitude muito estranha para “relatar” em linguagem cifrada o vencedor da licitação de novas linhas do Metrô. Como leitor, não achei isso nem um pouco saudável. Para entender:

O governo de SP está finalizando a licitação de uma nova linha de Metrô, cujo resultado foi publicado em 28/ago/2008. Segundo a Folha, oito horas antes eles publicaram um texto um tanto estranho (fora de contexto, com adjetivos e histórias um pouco sem pé nem cabeça) sobre uma ópera em cartaz em São Paulo. E, segundo o site, esse texto era uma mensagem cifrada para identificar o vencedor da licitação, antes mesmo da abertura do resultado final.

Ah, o texto estava cifrado né?

Folha Online antecipa vitória em licitação de obra do metrô de São Paulo

Reflexões de um leitor:

1) Se a Folha possuía alguma informação confiável e verificada sobre a licitação, deveria publicá-la? Por se tratar de assunto de interesse público (divulgação de resultado de licitação previamente é proibido por lei), então é legítimo que se publique. Mas…

2) … se a fonte não era confiável o bastante para fazer uma matéria “de verdade”, não cabe publicar nada. Certo?

3) Publicar uma notícia falsa sem pé nem cabeça com texto cifrado é mesma coisa que nada. Nem pra provar que o jornalista tinha informação privilegiada (mesmo que não confirmada) isso serve. Afinal, o que impede o site publicar “n” matérias com textos cifrados, um para cada potencial vencedor da licitação?

4) Texto cifrado em jornal? É brincadeira, não?

No final, a impressão que dá é que a Folha cometeu um equívoco muito, muito grande. E estampa isso na capa do portal, orgulhosa que está da bobagem que fez.

Estampam a bobagem na capa.

Espero que este “furo” de reportagem seja bem acompanhado pelo Ombudsman, e que gere bastante discussão. Porque é lamentável.

Posted in Filosofadas, PIMBA Corp | 2 Comments »

Participe: não acredito que você não leu (viu, ouviu, visitou…)

Written by Volponi on 19/8/2008 – 23:10 -

Uma das coisas que voltou a fazer parte da minha vida é a leitura constante. Sempre gostei muito de ler, e, na verdade, nunca parei de ler. Mas por uns 2 anos (desde que abri meu negócio próprio) fiquei sem ler livros como sempre fiz: um atrás do outro, lendo praticamente todos os dias. E, pra minha alegria, estou conseguindo trazer este hábito de volta no meu dia-a-dia.

Só que, nessa “retomada”, descobri que tanto me faltava referência sobre coisas novas e bacanas sendo lançadas por aí como me faltava também saber direito o que eu procuraria pra ler. Era como se meus interesses tradicionais tivessem se resetado, e os objetivos de leitura antigos não valessem mais. Era necessária uma nova estratégia.

E a estratégia é simples. Virar pra algum amigo e perguntar sem dó: “Qual livro você me recomenda, aquele que você diria: não acredito que você não leu”.

Tive recomendações ótimas até agora. Só que isso não precisa ficar restrito ao universo dos livros, precisa? Também existem aqueles discos, filmes, exposições, viagens, etc que valem a pena.

Quero trocar essas recomendações com vocês, meus quatro três leitores. Regras simples: um item por categoria. Ponto. E nem precisa ser “o que você gosta mais”. Tem coisas que a gente nem gosta tanto, mas que são importantes, relevantes, instigantes, que interferem na sua vida. É isso que se quer.

Então, começo eu.

Não acredito que você não leu:
- Sagarana, de Guimarães Rosa

Não acredito que você não ouviu:
- Timeout, do Dave Brubeck Quartet

Não acredito que você não viu:
- O Escorpião de Jade, do Woody Allen

Não acredito que você não visitou:
- O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Não acredito que você não acessou:
- Lifehacker, tips and downloads for getting things done (em inglês)

E aí? O que você não acredita que alguém não tenha tido contato? Compartilhe aqui nos comentários.

Posted in Filmes, Filosofadas, Geek news, No ouvido, PIMBA Corp | 6 Comments »

Propaganda e realidade

Written by Volponi on 9/4/2008 – 0:30 -

Por fora, bela viola Pundo 3000. Não é preciso entender uma vírgula em alemão para sacar qual é o ponto dos caras: o que se vende nas embalagens de produtos corresponde à realidade?

Em 100 comparações entre embalagens e os produtos embalados, o que emerge é uma sensação de embuste. Mas não somos enganados, somos? Todos sabemos que o que vai dentro é bem inferior ao que é vendido. Mesmo assim, parecemos não ligar. Aparentemente, mentiras sinceras nos interessam. No dia-a-dia, elas bastam. Mas quando isso vem à tona de forma tão escancarada, não dá pra não refletir. Realidade pra quê, camarada?

Posted in Comédias privadas, Filosofadas | No Comments »

Não mate ninguém com suas apresentações PowerPoint!

Written by Volponi on 16/11/2007 – 14:17 -

Olha só. Como fazer uma apresentação memorável sem matar as pessoas de tédio.
Em resumo: significado, estrutura, simplicidade e avaliação (feedback).

Posted in Filosofadas, Tecnicismos | No Comments »

De volta à ativa

Written by Volponi on 10/10/2007 – 9:32 -

Novo trabalho, novos desafios. Papinho trivial. Papinho não-trivial: empolgação de fazer alguma coisa bacana faz seus dias terem mais sentido. Ou melhor: empolgação por qualquer coisa que seja faz uma bale diferença. Como disse o Platão esses dias, “minha cachaça é a linguagem”. Conhecer a própria “cachaça”. Taí uma metáfora a ser usada…

Posted in Filosofadas | 1 Comment »

Japão? Bizarro?

Written by Volponi on 6/6/2006 – 16:47 -

O oriente, mais especificamente o Japão, traz sempre boas surpresas. O impacto causado pela diferença cultural ao ver imagens de lá nunca cessa. Não dá para negar que esse impacto cultural é causado, muitas vezes, pelos preconceitos trazidos por nossos próprios filtros e visões ocidentais.

Um exemplo? Que tal os vídeos que ensinam coisas utilíssimas como dobrar uma camiseta em 3 segundos ou a melhor técnica para colocar um band-aid no dedo? Ou então as fantásticas Pitagora Suicchi que ficam na abertura de um programa infantil.

Mas nada ganha do Yatta! Nada. Mesmo. Bizarro, estranho, incompreensível. O que faz um sexteto de japoneses magrelos (um deles menos magrelo, é verdade), vestindo cuequinhas brancas com um aplique de uma folha de palmeira ali no “lugar”, dançando coreografadamente e pulando como criancinhas? E a edição do clipe brega, que usou todos os clichês possíveis? O que faz a platéia ali, vendo aquela aberração, dançando ao mesmo tempo? Uma macarena oriental sexual e infantilóide? Mas hein?

Calma. Respire. Inspire. Não é nada disso. Pra tudo deve ter explicação. Pelo menos pro Yatta, tem. Eles fazem parte de um grupo humorístico de TV, e tem um quadro que satiriza o governo (pense no Casseta e Planeta). A sátira, no caso, é dizer que “tudo está bem”, pra “manter a esperança” no país, e que, afinal, se ainda houver como usar uma GreenLeaf (folha verde) pra se vestir, tudo bem, o mundo é belo e tal. Tá tudo ótimo. Ironia, pois?
Ufa. É só isso. Ironia. Ainda bem que pelo menos isso, aparentemente, é mais universal. Mas que aquele japinha balançando o dedo daquele jeito é meio suspeito, isso é. Não é?

Posted in Cri-crítica, Filosofadas, Geek news, Vida ao vivo | 3 Comments »

Como justificar paixões?

Written by Volponi on 18/5/2006 – 18:44 -

Não, não é um post romântico. É sobre paixões num sentido amplo. As pessoas (digo, eu, pelo menos) tendem a achar que a própria paixão é legal, a do outro é estranha, é exagero, não vale a pena. Fotografia? Ipod? Equipamento de ginástica? Acessórios pro carro?

Como justificar? Como compreender? E como colocar usar essa reflexão para produtos/serviços a serem vendidos? Segundo o blog de Kathy Sierra, usuários apaixonados não precisam de ajuda para justificar o produto, mas, sim, a própria paixão.

Posted in Filosofadas | 1 Comment »

Maria Rita: isso sim que é show

Written by Volponi on 24/4/2006 – 11:29 -

Esses dias ouvi uma música da Maria Rita no rádio. Era “Minha Alma”, gravada pel’O Rappa, do segundo disco da mulher. Não ouvi (ainda) esse disco dela, mas vi shows dos dois discos. Dois show muito bons.

Dizem que a voz da Maria Rita parece com a da mãe. Outro dizem que não, isso é um sacrilégio. Acho que a Elis tinha uma voz mais “pontiaguda”, mais estridente, e também mais brilhante. A filha é bem mais “redonda”, macia, bem suave. E é também muito suave nas suas apresentações. É isso que me chamou a atenção, comparando os dois shows.

No primeiro, era seu disco de estréia, e estávamos bem próximo do palco. Maria Rita ainda estava grávida, um barrigão enorme de uns 7 meses. Ela parecia bem nervosa, mas cantou de maneira linda. Em todas as pausas, contava alguma história sobre a música, e sempre, sempre, elogiava o compositor e explicava o porquê de ter escolhido aquela canção para o disco. Mas faltava energia, ela parecia cansada. Estava, de certa forma, incomodada com o palco.

Isso absolutamente desapareceu no segundo show que vi, quase 2 anos depois do primeiro. Maria Rita estava leve, divertida, cheia de energia para se mexer no palco, dançar. Talvez por conta do perfil das músicas do segundo disco (mais intensas em energia), talvez por conta da familiaridade com o palco, não sei. Mas ela estava à vontade, aquele parecia ser o seu domínio. E ela conseguiu transmitir força, graça, sinceridade, empatia mesmo em um show num clube do interior de São Paulo, com pouco mais de 300 pessoas. E o melhor: aquela delicadeza com o público, o respeito pelos músicos e compositores ao seu lado, continuava igual. Isso sim que é show.

Posted in Filosofadas, No ouvido, PIMBA Corp | 3 Comments »

Você acredita em vidas passadas?

Written by Volponi on 3/4/2006 – 19:20 -

A resposta de um milhão de dólares: só nas minhas vidas futuras.

Posted in Filosofadas, Vida ao vivo | 2 Comments »

Hipster PDA, PocketMod, D*I*Y Planner

Written by Volponi on 29/3/2006 – 20:00 -

Tem louco pra tudo mesmo. Uma onda que tenho acompanhado mais ou menos de perto é a do Get Things Done. A idéia por trás não parece ser nenhuma loucura: ferramentas mezzo geeks para aumentar a produtividade e diminuir a dispersão (e procastinação, etc).

Uma das técnicas é usar um Hipster PDA, que nada mais é do que uma versão offline de um palm. São páginas com templates prontos para fazer coisas do dia-a-dia, como organização de itens de compras ou calendários. O objetivo é ser prático e que você possa utilizar a qualquer momento de maneira eficiente.

Já existem dezenas de templates para se fazer isso. Um dos mais legais é o PocketMod, que permite que você escolha quantas páginas quer, o conteúdo delas, e gera um PDF lindão para ser impresso, dobrado e guardado no bolso.

É geek o suficiente ou quer mais?

Posted in Filosofadas, Geek news, Tecnicismos | 1 Comment »
  • Recentes

  • Arquivos