Archive for the ‘Cri-crítica’ Category
Pés pelas mãos
Written by Volponi on 2/12/2003 – 12:50 -“Reports that say that something hasn’t happened are always interesting to me, because as we know, there are known knowns; there are things we know we know. We also know there are known unknowns; that is to say we know there are some things we do not know. But there are also unknown unknowns – the ones we don’t know we don’t know.”
Donald Rumsfeld ganhou o prêmio Foot in the Mouth. Merecido, merecido…
Posted in (un)realpolitik, Cri-crítica | 1 Comment »Questão: qualidade ou desempenho?
Written by Volponi on 21/11/2003 – 16:38 -Numa das listas de que participo, chegou-se a uma discussão recorrente: a Micro$oft quase nunca inova, quase sempre copia. Ainda assim, sua tática de copiar (nem sempre de forma bem feita) e distribuir ao maior número de usuários parece ser bem-sucedida, até agora. Assim é com o Windows, com o MSN, com o Internet Explorer.
Então, porquê certas coisas que nos parecem ótimas, perfeitas, atigem um número pequeno de pessoas, e certas coisas meia-boca são um verdadeiro estrondo, mesmo que auxiliados por ferramentas de marketing (que são ferramentas absolutamente válidas)?
Abre aspas para Fabiano Onça, um dos caras da lista:
Existe uma historinha ótima sobre esse dilema qualidade x quantidade. Na segunda guerra mundial, os alemães desenvolveram um PUSTA tanque, o Tiger. Muitos consideram ele e seu irmão – o Panther – como os mais perfeitos blindados daquele confronto.
Pois bem. Enviaram lgumas divisões para a frente oriental. E começaram a receber noticias de que o Tiger vinha sendo surrado por um novo e misterioso tanque soviético, o KV-1. Capturaram uma peça inimiga e lá foi o tal KV-1 para a fábrica dos panzers. O resultado da inspeção? Aquela lacraia jamais passaria no teste de qualidade ao qual eram submetidos os Tiger.
O ponto era que enquanto os nazistas produziam 100 tigers/mês, os soviéticos facilmente montavam 2.000 lacraias no mesmo período. No campo de batalha, efetivamente, um Tiger fazia estragos, destruía facilmente 5, 7, 10, 15 adversários antes de ser inutilizado. Mas ao final, caía diante do enxame de KVs-1 bicheiras, que só tinham uma grande qualidade – um canhão de grosso calibre em cima da carcaça.
Enfim, só para dizer que o Bill Gates é o stalinismo que deu certo, hehaeh…
Difícil não concordar com essa análise. Muita gente que se preocupa em fazer o melhor-melhor-melhor se esquece que as coisas têm que ter base de gente usando, para ser útil. Seria a filosofia do “80% bom”?
Posted in Cri-crítica, Filosofadas, Tecnicismos | 2 Comments »Jornais online: uma comparação
Written by Volponi on 7/11/2003 – 15:05 -O Grupo Estado deu passos muito largos no seu foco de internet. Passos para trás, muito para trás. Ao colocar PDFs no lugar de um site de notícias, acaba totalmente com a experiência do usuário e acesso à informação. Só para comparar:
Estadão
http://www.estado.com.br
Clarín (Edição eletrônica)
https://www.ee.clarin.com/ (veja o “Demo”)
Enquanto isso, o jornal argentino faz uma coisa espetacular. Isso sim é que é manter o formato do jornal, e ainda por cima se aproveitar da web.
Posted in Cri-crítica, Tecnicismos | 3 Comments »Re(re)volução industrial
Written by Volponi on 4/11/2003 – 19:00 -Toda vez que ouvia “as novas tecnologias estão roubando empregos” eu imaginava uma montadora de automóveis com robôs trabalhando no lugar de pessoas. Paradigma Toyota. Que ingenuidade a minha.
Se eu parasse para pensar dois segundos, veria que é muito mais fácil implementar software do que hardware. E o processo administrativo, como tal, é software. Tudo o que é processo não-criador é passível de informatização, e isso torna inúteis empregos como “analista de custos”. Aliás, processo me parece uma boa tradução para software.
E, na Cultura, estão trocando 44 empregos por um software. E nenhum robô.
Posted in Cri-crítica, Tecnicismos, Webslave chronicle | 2 Comments »Mediocridades
Written by Volponi on 31/10/2003 – 9:37 -Na média, as pessoas não são criativas: movem-se pela média, tem idéias medianas, e não conseguem enxergar dois passos adiante. Quer um exemplo? Olhe estes logos feitos por usuários do Google:
http://www.google.com.br/customlogos.html
De uns vinte, só um se salva.
Posted in Cri-crítica | 6 Comments »O anti-herói americano
Written by Volponi on 28/10/2003 – 19:46 -E não é que Harvey Pekar, o criador da American Splendor, cujo filme está passando na Mostra, tem blog? E não só ele, como toda a família:
http://www.harveypekar.com/
Apesar de isso ser legal, não achei muita graça no blog em si. Paciência.
Olá, mundo!
Written by Volponi on 25/9/2003 – 9:39 -Já li vários tutoriais de programação, de HTML a Flash, de Java a SQL. E todos, todos, todos, sem exceção, trazem duas particularidades.
A primeira é o “Hello World!”. O primeiro exemplo de todas as linguagens é sempre “exibir na tela” esta frase. Olá, mundo. Que nerd, geek ou protótipo de conquistador da Terra inventou isso? O cara está começando a entrar numa outra linguagem e a primeira coisa a fazer é se apresentar para o mundo inteiro? Pretensioso, não?
Por outro lado, fico pensando: o que eu sugeriria colocar no lugar? “Oi, mamãe!” como o Bugu? “E lá vamos nós”, como o Pica-Pau? “O rato roeu a roupa do rei de Roma”, como o trava-língua? “Abril florescia, na paisagem mansa”, como Manuel Bandeira?
É. De qualquer forma, qualquer uma destas frases é bem melhor do que um simples e chato e plano “teste”. Paciência.
A outra particularidade, não tão freqüente, diz respeito a nomes de variáveis. Quase sempre são “foo” e “bar”. Por exemplo, “var foo = ‘bar’;”. O que raios significam estas palavras? É alguma brincadeirinha infantil em inglês? É apenas um apelo sonoro? “Foo” “bar”? Fubá? Não sei. Se alguém tiver alguma referência, alguma explicação para isso, mesmo que seja absurda, por favor, se manifeste. Não dá pra ficar abstraindo demais. É bom que tudo faça algum sentido. Não é, Mundo?
Posted in Cri-crítica, Tecnicismos | 5 Comments »Fraudes de bancos…
Written by Volponi on 18/9/2003 – 11:05 -Tem rolado muitas fraudes de bancos virtuais. Os caras mandam emails pros usuários dizendo que são do Itaú, BB, Real. E pedindo para “atualizar as senhas”. Só que hoje em dia não é mais aquela coisa tosca de adolescente: é serviço profissa, com urls e layouts perfeitos. E assim, conseguem abusar da ingenuidade das pessoas.
Mas fica uma pergunta, contra essa “ingenuidade”. Tirando serviços específicos de alerts por email, será que os enganados não se tocam que eles NUNCA deram o endereço de email prum banco?
Posted in Cri-crítica, Filosofadas, Geek news, Tecnicismos, Vida ao vivo | No Comments »Eu me amo no jornalismo
Written by Volponi on 8/8/2003 – 10:12 -Auto-elogio é feio.
Primeiro noticioso a entrar na grade de programação da emissora após a morte de Roberto Marinho, o Jornal da Globo começou a perfilar as virtudes do falecido, presidente da corporação. Tudo bem previsível. Quando alguma personalidade morre, só o lado bom é lembrado. Comiseração aceitável. O que me deixou mais incomodado, contudo, foi quando Ana Paula Cabelão começou a elencar as virtudes da Globo.
Mas não é o único. O Primeira Leitura, que leio todo dia, também é assim, só que diariamente. CQD’s toda hora. Provas da capacidade do corpo editorial, elogios à própria sagacidade, etc. Coisa parecida faz MinoCartaCapital, a brandir na própria revista as virtudes do “verdadeiro jornalismo” que, claro, só eles fazem.
Perceba que essas três instituições, sim, são respeitáveis (o jornalismo da Globo, nos últimos anos, vem provando estar à frente de todo o telejornalismo nacional). Mesmo assim, um pouco mais de constrangimento deveria ocorrer, ao falar de si mesmos. Publicidade tem um espaço específico, fora das editorias. Na publicidade é que auto-elogios são obrigatórios. Editorialmente, isso é feio, muito feio.
Ainda bem que eu, no comando do Carderno de Anotações, percebo tudo isso e esclareço para vocês, pobres mortais leitores de blog. Parabenizem-me. :p
Posted in Cri-crítica, PIMBA Corp | No Comments »Um exemplo compreensivo
Written by Volponi on 22/7/2003 – 11:24 -A gente entende pouco inglês, mas do pouco que entende, dá vontade de xingar o tradutor, quando acontece. E sempre acontece.
Um exemplo compreensivo. Como assim, um exemplo que ouve seus problemas? Onde foi parar o exemplo abrangente (ou o comum exemplo completo, que é pobre mas melhor que o falso cognato)?
Eventualmente, o vilão morreu. Ahnnn? É possível que o vilão morra, mas só às vezes? Morrer eventualmente? O tradutor é espírita, e o vilão reencarna morrendo às vezes? Finalmente passou longe da cabeça de quem traduziu.
Fritinhas francesas. Essa, eu juro que vi no cinema. E qualquer estudante básico 1 reconhece o erro, ainda mais porque todo mundo adora batata frita, sorvete e o livro que está sobre a mesa.
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