<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Caderno de Anotações &#187; Teatro</title>
	<atom:link href="http://www.hiperweb.com.br/caderno/category/pimba-corp/teatro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.hiperweb.com.br/caderno</link>
	<description>Um blog sobre tecnologia, literatura e bizarrices por Rodrigo Volponi</description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Feb 2012 10:02:04 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=</generator>
		<item>
		<title>Tarsila</title>
		<link>http://www.hiperweb.com.br/caderno/2003/04/tarsila/</link>
		<comments>http://www.hiperweb.com.br/caderno/2003/04/tarsila/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Apr 2003 19:11:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Volponi</dc:creator>
				<category><![CDATA[PIMBA Corp]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Vida ao vivo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://hiperweb.com.br/caderno/2003/04/tarsila/</guid>
		<description><![CDATA[Fui ver esta peça no Sesc Consolação. A história de Tarsila do Amaral com uma mistura muito agradável de poesia, literatura, teatro e pintura. Mas o que marcou mesmo foi a declamação desta poesia de Mário de Andrade: Quando eu morrer quero ficar, Não contem aos meus amigos, Sepultado em minha cidade, Saudade. Meus pés [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui ver esta peça no Sesc Consolação. A história de Tarsila do Amaral com uma mistura muito agradável de poesia, literatura, teatro e pintura. Mas o que marcou mesmo foi a declamação desta poesia de Mário de Andrade:</p>
<p><em>Quando eu morrer quero ficar,<br />
Não contem aos meus amigos,<br />
Sepultado em minha cidade,<br />
Saudade.</em></p>
<p><em>Meus pés enterrem na rua Aurora,<br />
No Paissandu deixem meu sexo,<br />
Na Lopes Chaves a cabeça<br />
Esqueçam.</em></p>
<p><em>No Pátio do Colégio afundem<br />
O meu coração paulistano:<br />
Um coração vivo e um defunto<br />
Bem juntos.</em></p>
<p><em>Escondam no Correio o ouvido<br />
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,<br />
Quero saber da vida alheia<br />
Sereia.</em></p>
<p><em>O nariz guardem nos rosais,<br />
A língua no alto do Ipiranga<br />
Para cantar a liberdade.<br />
Saudade&#8230;</em></p>
<p><em>Os olhos lá no Jaraguá<br />
Assistirão ao que há de vir,<br />
O joelho na Universidade,<br />
Saudade&#8230;</em></p>
<p><em>As mãos atirem por aí,<br />
Que desvivam como viveram,<br />
As tripas atirem pro Diabo,<br />
Que o espírito será de Deus.<br />
Adeus.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hiperweb.com.br/caderno/2003/04/tarsila/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

