Participe: não acredito que você não leu (viu, ouviu, visitou…)

Written by Volponi on 19/8/2008 – 23:10 -

Uma das coisas que voltou a fazer parte da minha vida é a leitura constante. Sempre gostei muito de ler, e, na verdade, nunca parei de ler. Mas por uns 2 anos (desde que abri meu negócio próprio) fiquei sem ler livros como sempre fiz: um atrás do outro, lendo praticamente todos os dias. E, pra minha alegria, estou conseguindo trazer este hábito de volta no meu dia-a-dia.

Só que, nessa “retomada”, descobri que tanto me faltava referência sobre coisas novas e bacanas sendo lançadas por aí como me faltava também saber direito o que eu procuraria pra ler. Era como se meus interesses tradicionais tivessem se resetado, e os objetivos de leitura antigos não valessem mais. Era necessária uma nova estratégia.

E a estratégia é simples. Virar pra algum amigo e perguntar sem dó: “Qual livro você me recomenda, aquele que você diria: não acredito que você não leu”.

Tive recomendações ótimas até agora. Só que isso não precisa ficar restrito ao universo dos livros, precisa? Também existem aqueles discos, filmes, exposições, viagens, etc que valem a pena.

Quero trocar essas recomendações com vocês, meus quatro três leitores. Regras simples: um item por categoria. Ponto. E nem precisa ser “o que você gosta mais”. Tem coisas que a gente nem gosta tanto, mas que são importantes, relevantes, instigantes, que interferem na sua vida. É isso que se quer.

Então, começo eu.

Não acredito que você não leu:
- Sagarana, de Guimarães Rosa

Não acredito que você não ouviu:
- Timeout, do Dave Brubeck Quartet

Não acredito que você não viu:
- O Escorpião de Jade, do Woody Allen

Não acredito que você não visitou:
- O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Não acredito que você não acessou:
- Lifehacker, tips and downloads for getting things done (em inglês)

E aí? O que você não acredita que alguém não tenha tido contato? Compartilhe aqui nos comentários.

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Prêmio Multishow de Música Brasileira

Written by Volponi on 20/6/2008 – 16:17 -

Trabalho que deu gosto de fazer aqui na 10′minutos. Preparamos mais de 35 widgets como este abaixo, para que as pessoas pudessem votar nos seus artistas preferidos para vencer o Prêmio Multishow.

E, pra mim, é Vanessa da Mata na cabeça. :-)

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Maria Rita: isso sim que é show

Written by Volponi on 24/4/2006 – 11:29 -

Esses dias ouvi uma música da Maria Rita no rádio. Era “Minha Alma”, gravada pel’O Rappa, do segundo disco da mulher. Não ouvi (ainda) esse disco dela, mas vi shows dos dois discos. Dois show muito bons.

Dizem que a voz da Maria Rita parece com a da mãe. Outro dizem que não, isso é um sacrilégio. Acho que a Elis tinha uma voz mais “pontiaguda”, mais estridente, e também mais brilhante. A filha é bem mais “redonda”, macia, bem suave. E é também muito suave nas suas apresentações. É isso que me chamou a atenção, comparando os dois shows.

No primeiro, era seu disco de estréia, e estávamos bem próximo do palco. Maria Rita ainda estava grávida, um barrigão enorme de uns 7 meses. Ela parecia bem nervosa, mas cantou de maneira linda. Em todas as pausas, contava alguma história sobre a música, e sempre, sempre, elogiava o compositor e explicava o porquê de ter escolhido aquela canção para o disco. Mas faltava energia, ela parecia cansada. Estava, de certa forma, incomodada com o palco.

Isso absolutamente desapareceu no segundo show que vi, quase 2 anos depois do primeiro. Maria Rita estava leve, divertida, cheia de energia para se mexer no palco, dançar. Talvez por conta do perfil das músicas do segundo disco (mais intensas em energia), talvez por conta da familiaridade com o palco, não sei. Mas ela estava à vontade, aquele parecia ser o seu domínio. E ela conseguiu transmitir força, graça, sinceridade, empatia mesmo em um show num clube do interior de São Paulo, com pouco mais de 300 pessoas. E o melhor: aquela delicadeza com o público, o respeito pelos músicos e compositores ao seu lado, continuava igual. Isso sim que é show.

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Diga NÃO à Marisa Monte (e à proteção contra cópia)

Written by Volponi on 5/4/2006 – 23:25 -

Os dois discos novos da Marisa Monte saíram de fábrica com proteção contra “transformação em mp3″. Ou seja: não dá para copiar as músicas para seu computador. Nem dá para você copiar para seu iPod para ouvir.

Que as gravadoras estão vendo que estão perdendo terreno com pirataria, com a livre (mas, por enquanto, ilegal) distribuição de mp3 pelos softwares P2P da vida, é compreensível. Mas criar um CD que não é CD e que instala coisas no seu computador assim que se insere no drive, aí complica.

Esse tipo de software faz o que se chama Extended Copy Protection. Em novembro de 2005, descobriu-se que a Sony BMG (nos Estados Unidos) usou um software desse tipo para bloquear as cópias de diversos CDs. Só que deu um chabu danado. O tal do software era tão perigoso que se instalava sem avisar, e abria falhas de segurança tão absurdas que ninguém acreditou quando foram descobertas. Chegava a ser um rootkit. A história foi longe (mesmo), e a Sony foi obrigada pela opinião pública a remover esse software dos seus discos, e fez um recall para todos os compradores dos discos afetados. É ou não é complicado?

Provavelmente esse problema todo não deve acontecer com a EMI no Brasil, que colocou suas asinhas de fora nestes lançamentos da tribalista. Mesmo assim, é bom ficar de olho. Se cada CD comprado instalar um software assim que for inserido no seu micro, a-de-us segurança. E cá entre nós: não adianta muita coisa, versões em mp3 dos discos da Marisa já devem estar aos montes (desculpe, não pude evitar) por aí.

Por isso, sugiro: entre no movimento “Diga NÃO à Marisa Monte“. Sem piadinhas, please. :-p

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The thrill is NOT gone

Written by Volponi on 26/3/2004 – 10:52 -

Esperava há 7 anos por isso. O show do B.B. King foi o máximo. Ele não é um tiozinho bacana. É um vovô figuraça. Ele teve que tocar sentado, pousando a Lucille no colo. Pra reverter o espanto, um papo simpático com a platéia. Algo como “You know, I’m an oooold man, not as young as those behind me. Knees? No good. Back? No good. Head? Noooo gooood too.” Detalhe: atrás dele, havia uns 10 músicos com cara de vovô.

O cara dominou o público, que aplaudia comovida. Algumas vezes, no meio da música, ele apontava uma “beautiful young lady” na segunda fila, e fazia umas gracinhas com o pessoal da banda. Todo mundo na gargalhada. Só que certas coisas ninguém entendia direito. B.B. “descobriu” o porquê. “Maybe they didn’t get my Mississipi accent”. Comédia.

A coisa triste é que, vendo o B.B. King se chacoalhando numa cadeira, apesar de toda a simpatia, deu pra notar que esta deve ter sido a última oportunidade de vê-lo em SP. Um vovô, não se esqueçam.

When you leave me
I try not to worry
Come back in a hurry
‘Cause I need you so

No começo, fiquei com medo. Ele só ponteava a guitarra no começo das músicas, e depois soltava seu vozerrão. Solos de piano vintage? Nãaaao! Eu queria era o rei do blues tocando. Mas esse medo durou pouco: quando o cara resolveu tocar (e não foi pouco!), quase caí da cadeira. Eu não sabia se fechava os olhos pra curtir melhor o blues ou se arregalava os olhos pra descobrir o que ele estava fazendo. Uma dúvida maravilhosa.

Ainda bem que a emoção não se foi.

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In the Big Rock Candy Mountains

Written by Volponi on 18/12/2003 – 16:11 -

Como seria sua montanha encantada? Teria sereias, sorvete e batata-frita à vontade? Seria um lugar onde nunca chova, e que ninguém tivesse cãibra? Cigarros seriam proibidos e as roupas também?

Música que faz parte do filme E aí meu irmão, cadê você:

Big Rock Candy Montain - Harry McClintock
(…)
I’m headed for a land that’s far away
Besides the crystal fountains
So come with me, we’ll go and see
The Big Rock Candy Mountains
(…)
In the Big Rock Candy Mountains
All the cops have wooden legs
And the bulldogs all have rubber teeth
And the hens lay soft-boiled eggs
(…)
In the Big Rock Candy Mountains
You never change your socks
And the little streams of alcohol
Come trickling down the rocks
The brakemen have to tip their hats
And the railway bulls are blind
There’s a lake of stew
And of whiskey too
You can paddle all around it
In a big canoe
In the Big Rock Candy Mountains

In the Big Rock Candy Mountains,
The jails are made of tin.
And you can walk right out again,
As soon as you are in.
There ain’t no short-handled shovels,
No axes, saws nor picks,
I’m bound to stay
Where you sleep all day,
Where they hung the jerk
That invented work
In the Big Rock Candy Mountains.

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Sons de Gonzáles

Written by Volponi on 18/12/2003 – 12:35 -

Tive a paciência de ouvir o Radio Uol Ondas Latinas, um programa feito pelo José Simão. Por sorte, o programa traz um especial com Ruben Gonzáles, um dos maiores pianistas cubanos e que morreu recentemente. O programa é um tesão, apesar do macaco e suas miquices. (Só pra assinantes, todavia… :-/ )

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Rádio 1 - Brasil 2000

Written by Volponi on 13/10/2003 – 12:42 -

Com a mudança de direção da Brasil2000, agora nas mãos do Kid Vinil, a emissora deu um cavalo-de-pau na programação. Em vez de se parecer cada vez mais e mais com a 89Fm e com a Mix, eles radicalizaram: foram pro lado da Rádio USP.

Calma, calma. A Brasil2000 não tá colocando só música brasileira da boa, sem jabá. Mas tá colocando no ar músicas alternativas, muitas da boa, independente de ser a banda da modinha. Eu ouvi bandas que nem faço idéia quais sejam, outras mais pro eletrônico que duvido que toquem na 97, e uns rocks progressivos brasileiros da década de 70, sem ser Mutantes. Um samba do crioulo doido. Desestabilização e ruptura completa com o mainstream.

Duvi-de-o-dó que a audiência (antiga) vá se manter. Por enquanto, parece que a palavra de order é “desconstruir”. Nenhum hit, nada de repetições de músicas ad infinitum, novidades indie misturadas com obscuras antiguidades. Eu gosto. Aliás, não só gosto, como apóio. Me dá raiva a padronização de “músicas de trabalho do momento”. E esta atitude da rádio abre espaço para programações inusitadas, criativas, relevantes, agregadoras e multiplicadoras de músicas boas, mainstream ou não.

Mas acho que este é apenas o primeiro passo. Desconstruir é só um passo. Os outros ainda requerem criar uma referência para tocar boas músicas indie, e não só porque é indie. Critérios para escolher as antigas, que não sejam nem o obscurantismo nem a fama.

Senão, um dos novos bordões “a rádio que ousa” vai ser só isso: ousadia por si só é um lixo. Eu quero é relevância e inteligência. Com ousadia, claro.

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Rádio 2 - A voz do Brasil

Written by Volponi on 13/10/2003 – 12:35 -

Ainda falando em rádio, outro dia me peguei ouvindo novamente a Voz do Brasil. No interior, costumava ouvir no trabalho, já que ficava sozinho e por lá não existe essa de emissora conseguir liminar para não transmitir o programa.

O que me espantou é que, agora, a Voz do Brasil está muito mais parecida com um jornal da CBN. Bom, pelo menos a parte referente ao Poder Executivo. Se você ouvir essa primeira parte e comparar com as outras duas (do Poder Judiciário e do Legislativo), vai perceber que a diferença é brutal.

Notícias de esporte, dicas de financiamento pessoal, problemas habitacionais nas grandes cidades, economia. E, claro, um pouco de oficialismo. A diferença é que há comentaristas que explicam a importância de cada notícia, e o tom está longe de ser oficialesco. Em vez de “o Ministro da Agricultura proferiu discurso defendendo a implantação da soja transgênica no país”, um “o que muda na agricultura com a adoção da soja transgênica”, seguida por uma comentarista.

Na nova Voz do Brasil, me pareceu que eles não abrem mão do jornalismo, apesar de ser oficial. Ponto pro Eugênio Bucci. Quero acompanhar mais.

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Telegraph Road

Written by Volponi on 1/8/2003 – 14:48 -

<fã babando>
Gosto do Dire Straits pela possibilidade de viajar nos solos do Mark Knopler. Você nem repara que estava ouvindo a mesma música há 14 minutos. E, se repara, fica admirado com a simplicidade e elegância do som.
</fã babando>

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