Participe: não acredito que você não leu (viu, ouviu, visitou…)

Written by Volponi on 19/8/2008 – 23:10 -

Uma das coisas que voltou a fazer parte da minha vida é a leitura constante. Sempre gostei muito de ler, e, na verdade, nunca parei de ler. Mas por uns 2 anos (desde que abri meu negócio próprio) fiquei sem ler livros como sempre fiz: um atrás do outro, lendo praticamente todos os dias. E, pra minha alegria, estou conseguindo trazer este hábito de volta no meu dia-a-dia.

Só que, nessa “retomada”, descobri que tanto me faltava referência sobre coisas novas e bacanas sendo lançadas por aí como me faltava também saber direito o que eu procuraria pra ler. Era como se meus interesses tradicionais tivessem se resetado, e os objetivos de leitura antigos não valessem mais. Era necessária uma nova estratégia.

E a estratégia é simples. Virar pra algum amigo e perguntar sem dó: “Qual livro você me recomenda, aquele que você diria: não acredito que você não leu”.

Tive recomendações ótimas até agora. Só que isso não precisa ficar restrito ao universo dos livros, precisa? Também existem aqueles discos, filmes, exposições, viagens, etc que valem a pena.

Quero trocar essas recomendações com vocês, meus quatro três leitores. Regras simples: um item por categoria. Ponto. E nem precisa ser “o que você gosta mais”. Tem coisas que a gente nem gosta tanto, mas que são importantes, relevantes, instigantes, que interferem na sua vida. É isso que se quer.

Então, começo eu.

Não acredito que você não leu:
- Sagarana, de Guimarães Rosa

Não acredito que você não ouviu:
- Timeout, do Dave Brubeck Quartet

Não acredito que você não viu:
- O Escorpião de Jade, do Woody Allen

Não acredito que você não visitou:
- O Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo

Não acredito que você não acessou:
- Lifehacker, tips and downloads for getting things done (em inglês)

E aí? O que você não acredita que alguém não tenha tido contato? Compartilhe aqui nos comentários.

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De volta para o Seinfeld

Written by Volponi on 3/1/2006 – 9:28 -

Será que o Doc Brown (o cientista maluco do De Volta para o Futuro) é o irmão mais velho (ou tio) do Kramer, do Seinfeld?

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Brilho eterno

Written by Volponi on 2/8/2004 – 17:19 -

Fui assistir a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Fazia tempo que não saía tão satisfeito e empolgado com um filme. Desde O Filho da Noiva, talvez, mesmo que um não tenha nada a ver com o outro. Claro.

Um roteiro completamente inusitado, com doses de humor, desencontros e questionamentos éticos/filosóficos sobre a experiência e a memória. O filme me capturou na hora dos créditos, e já iam 20 minutos de exibição, ao som de Beck.

Jim Carrey consegue passar o filme todo quase sem fazer careta. A edição tem, sim, efeitos especiais, mas que não valem “por si”: valem pelo efeito de ritmo, de adequação à história. Não tem nada exagerado, a ponto de você nem perceber esses efeitos como tais. Ou seja: dose correta.

E é um filme que trata de um tema comum (relacionamentos), mas num contexto complicado (memória, como o Amnésia) sem descambar pra confusão. Ele segue uma linha clara, apesar dos flashbacks e das cenas conectadas apenas pela memória do protagonista. E é hollywoodiano. Ou melhor: é o que hollywood poderia fazer sempre, pois existem diretores, roteiristas, produtores que sabem fazer filmes comerciais inteligentes e que propôem novas direções no cinema. Não precisa ser tudo como Triple X.

Everybody’s gotta learn sometime.

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Always look on the bright side of life!

Written by Volponi on 28/6/2004 – 12:35 -

Acabei de ver A Vida de Brian, do Monty Phyton. Porquê não vi antes? Uma das cenas mais hilárias é quando Brian, que faz parte de um grupo “esquerdista”, contra o domínio romano na Galiléia, tem que pichar uma parede do palácio com a frase “Romanos, vão pra casa!”. Quando termina de escrever, chega um centurião e dois soldados:

Vida de Brian, Cena 8

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Fora de Contexto

Written by Volponi on 2/4/2004 – 18:46 -

Ontem fui ver um documentário sobre os Doces Bárbaros, no Vivo Open Air. Gil, Caetano, Bethânia e Gal. Não conhecia nada sobre os quatro juntos. Só o nome. Foi interessante ver os quatro jovens adultos e, ao mesmo tempo, reconhecidos pelo seu trabalho.

Alguns momentos terríveis (guerreiros do após-calypso?) e outros brilhantes (Carcará). Gil a esbanjar alegria e falando absurdos PIMBA pós-conceituais relativísticos (hã?). Caetano com poesia (virá que eu vi) e coisas estranhíssimas (música de pomba, pra peixe?). Bethânia mulhé-macho em segundo plano, e emoção pura. Gal lânguida-oleosa e menina travessa de voz impossível.

Mas o mais interessante desse mundo delirante (rimou? ficou aliterante?) foi ver como, à luz de algumas décadas, certas coisas permanecem contemporâneas, relevantes, válidas, e outras se transformam em bizarrices. Seja o mustache do delegado que prendeu Gil com a “erva maldita” aos comentários rock’and’roll do Caetano, muito ficou risível. Fora de contexto, exibir tais coisas é quase uma agressão.

Ficou patente, pra todo mundo que viu o documentário: esses quatro fizeram muita coisa ruim. Não é “experimental”, “psicodélico”, é ruim mesmo. Mas também fizeram coisas que sobrevivem, marcaram época.

Talvez seja esse o mérito: acertar às vezes, mesmo que não se saiba separar o que é irrelevante do que é universal. E continuar. Hoje, se damos alguma bola e existe uma idolatria a eles, deve-se a isso. Acertar em cheio, poucas vezes. E, todos os dias, vamos perdoando os erros pontuais, porque o que sobra é bom.

Mas guerreiros do após-calypso não tem perdão. :-)

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A tecnologia e o japonês

Written by Volponi on 29/1/2004 – 11:31 -

Nesse filme Último Samurai, me ficou na cabeça outra coisa: a relação entre tradição x tecnologia. Há, obviamente, uma clara defesa da tradição japonesa (honra, costumes, disciplica) contra a avassaladora tecnologia embarcada pelo capitalismo americano (na forma de estradas de ferro, eletricidade e, principalmente, armas automáticas).

Os samurais conseguem resistir, de forma corajosa, ao primeiro avanço da tecnologia: as armas de fogo. Mas não conseguem fazer o mesmo quando vem o segundo avanço, as armas automáticas, na forma de metralhadoras antigas.

A visão de preservar a tradição é comovente, no filme. E me faz ficar com uma certa repulsa à tecnologia. Mas percebo a ironia: trabalho com internet e sempre trabalhei com computadores. Adoro as maravilhas eletrônicas quando evitam a burrocracia e, apesar das críticas, sou alopata convicto e fico espantado quando uma simples pílula pode acabar (mesmo!) com fungos no seu pé, sem contar as endoscopias.

O interessante é perceber como, no filme, o imperador amarra a contradição de ser um país feudal, com tradições milenares, na transição e na ânsia pela modernidade. É, sim, modernizar-se, não esquecer suas origens. E é justamente essa a imagem que tenho do Japão, hoje. Ambíguo, porque tradicional e high-tech.

Talvez esse tipo de filme seja necessário para mostrar um contraponto. Afinal, não é preciso que ninguém defenda a técnica: ela já é hegemônica. No passado, era Deus (ou a religião) quem dizia o certo e o errado. Depois, veio o humanismo, que agora dá espaço ao discurso tecnológico. E isso não é bom nem ruim: é o contexto contemporâneo. Trabalhemos com isso, com alguns olhos no passado, e muitos no futuro. Aonde chegaremos?

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O japonês e o japonês

Written by Volponi on 29/1/2004 – 11:09 -

Engraçado ver dois filmes sobre o Japão na seqüência. Um, Encontros e Desencontros, da Sofia Coppola. Outro, o Último Samurai, de Edward Zwick. Muito diferentes entre si, lógico.

O primeiro mostra dois americanos que, no fundo, nunca entram no Japão. Por ter língua, costumes e rituais completamente distantes do que eles conhecem, optam por se fechar, se esconder. O hotel é um oásis de segurança com alguns intrusos nativos. Mas, nesse caso, o Japão é irrelevante: o país é só um pretexto para mostrar como a vida deles era sem sentido e tediosa. Podia ser a Índia, o Madagascar, a Islândia.

No segundo, que se passa no século XIX, um capitão do exército americano entra no Japão no período de transição feudal-moderna. E entra mesmo, de corpo e alma, quando vive numa vila de samurais. Vem todo o blablablá romântico da vida rupestre, disciplinada, cheia de honra, em contraste com os interesses financeiros e capitalistas da modernização de Tokyo, a nova capital.

Esse “entrar” ou “não entrar” numa sociedade me fez lembrar de um livro que li (depois acho o nome e coloco aqui), em que o autor, um executivo brasileiro, conta qual é a “mágica” para não cometer gafes em contatos internacionais. Simples: manter proximidade emocional. Quem procura o distanciamento, achando que o outro é “outro”, que os costumes são “estranhos”, que aquilo não é “correto”, fatalmente não vai se relacionar bem com as pessoas daquela sociedade. Se, ao contrário, tiver proximidade ativa (”entrar”), qualquer gafe, se existir, será facilmente contornada, compreendida, relevada.

Tá bom, concordo. Mas que isso deve ser difícil de se conseguir no Japão, ah, isso sim.

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Ilha das Flores

Written by Volponi on 20/6/2003 – 16:06 -

Muito bom esse documentário/ensaio do Jorge Furtado. Quem tem encéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor deve assistir.

Ilha das Flores no Porta Curtas

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Frida

Written by Volponi on 11/6/2003 – 21:03 -

Numa sala antiga, confortáveis poltronas vermelhas. Refletindo na tela o colorido do México dos anos 20. A história de uma mulher dolorida, forte, multicolor como o México.

(E, de brinde, a conversa com um projetista que só gosta de filmes de ação.)

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Ainda Matrix?

Written by Volponi on 3/6/2003 – 11:45 -

A melhor constatação sobre o filme, claro, veio do Serjão: “Zion” é noiz ao contrário.

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