Brilho eterno
Written by Volponi on 2/8/2004 – 17:19 -Fui assistir a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Fazia tempo que não saía tão satisfeito e empolgado com um filme. Desde O Filho da Noiva, talvez, mesmo que um não tenha nada a ver com o outro. Claro.
Um roteiro completamente inusitado, com doses de humor, desencontros e questionamentos éticos/filosóficos sobre a experiência e a memória. O filme me capturou na hora dos créditos, e já iam 20 minutos de exibição, ao som de Beck.
Jim Carrey consegue passar o filme todo quase sem fazer careta. A edição tem, sim, efeitos especiais, mas que não valem “por si”: valem pelo efeito de ritmo, de adequação à história. Não tem nada exagerado, a ponto de você nem perceber esses efeitos como tais. Ou seja: dose correta.
E é um filme que trata de um tema comum (relacionamentos), mas num contexto complicado (memória, como o Amnésia) sem descambar pra confusão. Ele segue uma linha clara, apesar dos flashbacks e das cenas conectadas apenas pela memória do protagonista. E é hollywoodiano. Ou melhor: é o que hollywood poderia fazer sempre, pois existem diretores, roteiristas, produtores que sabem fazer filmes comerciais inteligentes e que propôem novas direções no cinema. Não precisa ser tudo como Triple X.
Everybody’s gotta learn sometime.
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Agosto 5th, 2004 at 19:30
Como eu tinha dito no comentário da versão anterior do post (sacaram a metalinguagem? Coisas que existiram antes mas que ninguém sabe e só a gente lembra? Mas… será?)… Então, retomando: puta filme. Nunca vi a trajetória de um relacionamento tão bem retratada, de um jeito tão real. E a discussão legal sobre o papel da memória para a nossa identidade. Foda!
( promessa cumprida )
Agosto 7th, 2004 at 17:44
Adorei a cobra que morde o próprio rabo que acaba acontecendo no final do filme… (uma espécie de o que tem que acontecer acontece). Mas não vou falar muito, senão falo tudo. Beijão, Rô.
Agosto 10th, 2004 at 11:01
Assiti ontem e também achei fantástico. Daqueles que te inspiram mesmo. Muito bem balanceado entre as doideras de “Quero ser John Malkovich” e um romance qualquer. Mas eu adoro xXx triple X…hehehe
Agosto 11th, 2004 at 14:43
AAaaaaaaaaaaaahhh, que ódio!!!! Perdi este filme!!! Já saiu de cartaz na minha cidade. E só tenho visto ótimos comentários sobre ele. Raios!!!
Março 12th, 2006 at 0:59
Não sei porque estou escrevendo aqui. Nunca escrevi em um Blog antes. Será que você recebe um e-mail quando alguém escreve algo aqui? Acabei de ver o filme e vim procurar algo a respeito sobre ele. Outras opiniões.
Acho que vim parar aqui porque dói querer ser esquecida pelo outro. E dói saber disso e não querer esquecer. Dói não ´dar o braço a torcer´ e deixar ir…
Será que é preciso, como no filme, perder-se do outro para depois encontrar-se? E quanto tempo isso leva? E se eu não estiver lá na hora certa com uma jaqueta laranja?
E quais as chances de, depois de esquecer, voltar a lembrar? Reencontrar?
Espero que você tenha noites melhores que eu.
Bete
Setembro 14th, 2006 at 19:14
O comentário da Bete me fez pensar: não é possível esquecer, por isso o filme é tão bom: ele mostra a estratégia mais aprimorada possível para resolver a dor que persiste de um desencontro amoroso importante que redundou em afastamente definitivo de um dos amantes: o que era amado! Não é para esquecer, mas também não é para lembrar. É deixar lá, como um momento difícil, ruim, da vida. Não persistir em dar continuidade ao momento. Acho que é isso.
Novembro 6th, 2007 at 17:33
Pow o filme é Foda…
Perfeito…
E tbm axo q é dificil eskecer as pessoas com que agente mais ama entendi…
é muito dificil…eskeer o 1º beijo…mais tem momentos q agente se eskece por ex.: 5 dia de aula…oq vc fez…
Mais fikara markado o seu 1º dia de aula…entuam é isso aew…o filme relata tudo…ao msm tempo…vlw!
Henrique