Filosofia Powerpoint

Written by Volponi on 27/5/2004 – 11:27 -

Schopenhauer e o amor:

  • A natureza reclama pela perpetuação da vida. O indivíduo reclama pela própria felicidade.
  • O objetivo do amor é perpetuar a espécie, gerando filhos saudáveis. Amor não tem nada a ver com felicidade.
  • A natureza usa o amor (uma força incrivelmente poderosa) para atingir seu objetivo. E é sempre superior ao interesse do indivíduo.

Epicuro e o consumismo:

  • O que as pessoas querem e do que necessitam para ser felizes são diferentes.
  • As pessoas confundem uma coisa com a outra, e são infelizes.
  • O que é necessário para ser feliz é:
    1. Amigos
    2. Auto-suficiência
    3. Uma vida analisada

Montaigne e a auto-estima:

  • Desconforto com o corpo: você é um animal. Compreenda que isso implica em excrementos, diferenças morfológicas, instinto. E que tudo isso é normal. “Reis e filósofos cagam.”
  • Desconforto com a sociedade: o homem pensa que sabe o que é certo e errado para si. E, ao tentar impingir essa moral ao outro, comete injustiça. Você é diferente do outro. Respeite a si e a todos.
  • Desconforto intelectual: sabedoria é diferente de diploma acadêmico. Busque conhecimento, mas saiba que felicidade não é acúmulo de informação. É saber lidar com a vida: sabedoria.

Volponi e o post:

  • Nada como simplificar a vida em marcadores organizadamente alinhados.
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Regras de vida

Written by Volponi on 25/5/2004 – 17:44 -

Por motivos que eu nem me lembro mais, entrei neste blog. Por um acaso, o cara criou uma lista de “polices” para sua vida. É a “bíblia” dele, ateu confesso.

Hixie’s Life Policies.

Não sei se eu concordo. A primeira “lei” é não consumir álcool. Mas a defesa de cada ponto dele é bem coerente. Coerência, aliás, é a pedra fundamental do negócio. Mas é coisa de nerd. Aliás: é coisa de nerd convicto e coerente. Dá medo…

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A primeira vez: PABX

Written by Volponi on 24/5/2004 – 18:22 -

Sempre me dei razoavelmente bem com aparelhos, videocassetes, computadores. Nunca passei por uma daquelas crises “não sei mexer nisso, faz pra mim”?

Até agora.

Na mesa de meu chefe tem um telefone cheio de botõezinhos. Ao lado de cada botão, uma etiqueta bem colada. “Volponi”, “Renato”, “Celso”, “Linha 2″, “Transfere”.

Juro que tentei, mais de uma vez, transferir alguma ligação quando, por acaso, estava por perto desse telefone maldito. Todas as vezes tive a impressão de ter deixado a pessoa do outro lado da linha no limbo, ou com um desligamento na cara. Deve haver alguma lógica intrínseca nesse processo. E todos os manuais de videocassetes e de softwares que já li não me serviram muito.

Me dá até um certo receio de chegar perto do bicho. Vai que alguém liga, e eu não consiga transferir? Será que a preguiça de aprender essas lógicas chegou? Não me digam que isso é coisa de quem “está ficando velho”.

Se bem que eu aprendi a mexer com telefone na época em que prendíamos os dedos naquele discão horroroso…

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Trauma de infância

Written by Volponi on 14/5/2004 – 11:14 -

Infância. Na mesa, sempre rolavam abobrinhas, chuchus e fígados. Eca. Credo. Caca. Mas era batata: meu pai pegava esses trecos, jogava no meu prato, e ficava olhando a minha cara, depois da primeira garfada.

“Experimenta, moleque!”
“Humpf…. grrr… eca… não gostei, pai”
“É PRA COMER TUDO!”

E ficava no meu pé, o almoço inteiro, até eu engolir tudinho.

Um belo dia, no alto dos meus 7 anos de experiência de vida, tive uma idéia.

“Experimenta, moleque!”
“Humm… é, gostoso, pai”

Ele ficava satisfeito, continuava almoçando, e não enchia o saquinho de ninguém. E eu só precisava dar a primeira garfada, ele nem se importava com o resultado final do prato, que invariavelmente tinha sobras — grandes! — de abobrinhas, chuchus e fígados.

Isso durou um bom tempo. Quase um mês. Até o dia em que ele percebeu, pela minha cara marota, que tinha pilantragem no ar. “Gostoso, pai”. Ele olhou pra minha cara, viu que eu não gostava mesmo, e que tinha dado um baile nele, durante um bom tempo. E deu uma pusta risada.

Desse dia em diante, “Gostoso, pai” virou piada à mesa. E senha pra dizer “puta, eu odeio esse chuchu!”.

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Umas puxadas no quinqüênio, doutor

Written by Volponi on 7/5/2004 – 10:08 -

Abri meu holetire ontem e quase caí de costas. Meu primeiro quinqüênio. Um bônus pelos meus 5 anos na empresa. Reconhecimento, clap, clap. Três por-cen-to. Pena que o susto não foi de euforia. Um suspiro desanimado, na verdade. Cinco anos. Puxa. Já posso dizer “recebo um quinqüênio”. Eu deveria saber. Eu deveria esperar. Mas agora já foi. Não há mais volta. Deixaram uma janela aberta e “vuuupt”, um tempo foi embora. Puxa.

Será que já está na hora de fazer um check-up também?

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Multas, pontuação? Pergunte-me como!

Written by Volponi on 4/5/2004 – 11:06 -

Engraçadas essas plaquinhas logo após radares fotográficos. “Multas, pontuação? Nós temos a solução.” Fico pensando se, ao ligar para lá, entraria uma gravação dizendo:

“Excesso de velocidade? Multas? Procure dirigir mais devagar. Respeite o semáforo. Estacione somente em local permitido. Dirija com segurança. Trinta e dois reais e setenta e nove centavos serão debitados no seu cartão de crédito. Obrigado.”

Mas não, não. Isso nunca. O que as pessoas querem são “esquemas” para se livrar da responsabilidade. Querem recorrer a qualquer custo, mesmo estando erradas. É a mesma lógica de odiar a corrupção no Congresso, mas pagar uma “cervejinha” pro guarda na estrada. De achar um absurdo o roubo de carga, mas nunca pedir nota fiscal. De achar que o governo tem que fazer alguma coisa pra tirar as crianças da rua, mas continuar dando esmolas. De fazer regime “emagreça dormindo”, mas salada que é bom, nada.

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