Archive for Janeiro, 2004
Os meninos, as meninas e as brigas
Written by Volponi on 13/1/2004 – 10:50 -Numa dessas conversas de botequim, surgiu uma tese interessante: por brigarem muito pouco durante a infância, as mulheres são muito mais maléficas nas suas disputas com outras mulheres, quando mais velhas. E não estamos aqui falando de brigas conceituais. O tópico é agressão física mesmo.
Não é uma tese nem um pouco científica, mas partiu de algumas constatações genéricas:
1) Quase todo menino tem histórias pra contar de brigas na escola, pegas, provocações, socos, pontapés e desafios agressivos.
2) Já as meninas, não.
3) Na fase mais adulta, os homens levam muito mais na esportiva qualquer provocação de outro homens, principalmente se for do círculo de amigos. Xingamentos, socos, disputas são resolvidos de forma amigável, fazendo parte daquelas bobeiras infantis que irritam tanto as companheiras (e com razão).
4) As mulheres tendem a serem muito aguerridas com outras mulheres, na fase adulta, principalmente com relação a homens, comentários, opiniões das outras. E isto leva a rixas bobas entre amigas a virar coisa séria. Falta um pouco do famoso tô nem aí.
E então, as coisas estão ligadas? Isto é uma simplificação grosseira? Existem, sim, muitas meninas briguentas? Existem caras que não sabem levar na esportiva? Ou faz algum sentido?
Posted in Filosofadas, Ô luta | 4 Comments »Código Nokia 8120
Written by Volponi on 13/1/2004 – 10:16 -Este é o código pro celular Nokia 8120: *3001#12345# (nokia 8120 security code). Serve para mudar o nome no celular, essas coisas. Estou anotando aqui porque precisei e esqueci. Agora, nunca mais vou esquecer… heheehe….
Posted in Tecnicismos | Comments OffParedão
Written by Volponi on 12/1/2004 – 11:54 -Um primor a ilustração de hoje do Léo Martins no NoMínimo.
Posted in PIMBA Corp | No Comments »É permitido gozar. Mas é permitido não gozar?
Written by Volponi on 7/1/2004 – 19:51 -Dei sorte de trombar com uma coluna da psicanalista Maria Rita Kehl no site da AOL.
O assunto? Tudo a ver com o post anterior: ao contrário do começo do século, em que todos os gozos eram proibidos, hoje todos os gozos são permitidos. Mas não é permitido não gozar. Ou seja: hoje a ditadura é do prazer. E o desejo passa longe, longe…
Posted in Filosofadas | 13 Comments »Mundo medicalizado e excesso de pós-modernismo
Written by Volponi on 7/1/2004 – 18:34 -Um texto de Cláudia Rodrigues para o NoMínimo (Natal da coqueteleira eletrônica) traz uma entrevista com Benilton Bezerra Jr., psicanalista da UERJ. Os temas são a vulgarização da depressão, o excesso no uso de medicamentos e de como vivemos num mundo que vende que a felicidade deveria ser absoluta, já que podemos tudo. Vou abrir algumas aspas:
Vive-se numa cultura em que a tolerância com qualquer estado de fracasso e frustração é cada vez menor. A tristeza vem sendo compreendida como desvio de performance, e por isso está virando depressão. (…)
Vivemos cada vez menos constrangidos por regras coercitivas, somos cada vez mais livres para gozar do jeito que nos parecer adequado. (…) A liberdade carrega esses dois grandes paradoxos. O primeiro é que somos obrigados a ser livres, o outro é que sabe-se muito pouco o que fazer com a liberdade. Busca-se um discurso competente porque é preciso saber o que fazer com toda essa autonomia. (…)
O sujeito atual aprendeu a retirar do passado todo o peso normativo que o passado já teve. Ninguém acha que deve quase mais nada ao passado. Somos tão livres que o passado deixou de ser um lugar de inspiração sobre como viver a vida. Com essa renegação do passado, com a colocação de todas as expectativas no futuro, deixamos de viver o momento presente. O presente virou uma espécie de obsolescência atualizada a cada minuto.
Por hora, chega, senão acabo copiando a matéria inteira, já que compartilho com quase tudo o que Benilton diz. Vejo muitas pessoas sem rumo nesse caldo pós-moderno. Não quero fazer uma crítica babaca ao mundo. Se a sociedade se apresenta com estas características e estes desafios, devemos lutar para reconhecer os problemas e encontrar soluções pessoais. O que não se deve é fechar os olhos e deixar-se perder.
A matéria vale uma lida com calma, com reflexões idem.
Posted in Filosofadas, Vida ao vivo | 7 Comments »Panturrilha pra que te quero
Written by Volponi on 7/1/2004 – 13:38 -Comecei uma nova série de exercícios no Sesc. E, entre eles, dois que serão desafios para mim: um de supra abdominal (levantando as pernas, huuug!) e um pra panturrilha. Panturrilha, aliás, que não deixa que eu me esqueça dela… ai… ai… ai…
Posted in Comédias privadas | 2 Comments »Mais pendências…
Written by Volponi on 7/1/2004 – 13:28 -O Moa escreveu um post muito parecido com minhas inquietações pendentes. Como organizar as coisas? Como não deixar tudo acumular? Essa ansiedade é dose…
Posted in Comédias privadas, Filosofadas | 1 Comment »Não deixar nada pendente
Written by Volponi on 6/1/2004 – 11:49 -Minha mãe tem a saudável tendência a pedir coisas para os filhos, e ficar perguntanto perguntando perguntando se a coisa já foi feita, mesmo sabendo que o tempo desde a última pergunta foi gasto num banho. E, como todo filho que está acostumado com as tendências maternais, eu fico de saco cheio.
Então, no interior, este fim de ano tomei uma atitude inédita: não deixar nada pendente. Cada coisinha que ela pedia (e sempre são coisas simples, nunca fiquei irritado por fazer, mas pelo insistente cobrar sem critério) eu fazia imediatamente, com um vigor que até deixou o povo assustado. Se eu estava sossegado assistindo televisão quase na hora do jantar e ela perguntava, de novo, se eu já tinha deixado tal coisa na minha avó, eu levantava abruptamente, pegava a chave do carro, ia correndo até o lugar, fazia tudo e voltava para o sofá.
Uma ótima tática poder dizer, antes da pergunta, o delicioso “já fiz”.
Tomei isso como padrão uma semana inteira, e tentei contagiar também meu irmão, que sofre do mesmo contexto. O resultado foi que, durante uma fase de malemolência conceitual (o final de ano) fiquei contente por conseguir matar dois cajados com uma coelhada só: me senti bem por fazer tudo muito rápido e me senti bem por não ter que ouvir cobranças extras.
Mas tem um outro tipo de cobrança muito importante para mim: a cobrança pessoal. Eu também fico me martirizando quando acumulo coisas para fazer e não as faço. Então, se existe alguma resolução para 2004 (não acredito muito nessas coisas, a gente quase nunca faz mesmo, eheheheeh…) é de não deixar coisas pendentes. Desde as mais simplórias até as importantes. Aliás: me parece que limpar a cabeça das preocupações simples e urgentes, fazendo logo, é a melhor forma de liberar espaço para pensar e executar as coisas mais importantes.
Nada pendente!
Posted in Comédias privadas | 5 Comments »O ano começou…
Written by Volponi on 5/1/2004 – 17:25 -… agora. Nada de depois do Carnaval, 2004 é agora, segunda. E vem com uma ótima notícia: é o último ano da administração do Bush-filho.
(esqueçam que ele pode ser reeleito, isso é coisa de quem não acredita em papai noel)
Posted in Filosofadas | 3 Comments »Aliás…
Written by Volponi on 1/1/2004 – 16:48 -Aliás, FELIZ 2004 !
Posted in Vida ao vivo | 1 Comment »