É permitido gozar. Mas é permitido não gozar?
Written by Volponi on 7/1/2004 – 19:51 -Dei sorte de trombar com uma coluna da psicanalista Maria Rita Kehl no site da AOL.
O assunto? Tudo a ver com o post anterior: ao contrário do começo do século, em que todos os gozos eram proibidos, hoje todos os gozos são permitidos. Mas não é permitido não gozar. Ou seja: hoje a ditadura é do prazer. E o desejo passa longe, longe…
Posted in Filosofadas | 13 Comments »
janeiro 7th, 2004 at 23:19
Claro que é permitido não gozar, o sexo no oriente já reconhecia isso há cinco mil anos.
O orgasmo e ejaculação separados, o segundo se torna desnecessário (os taoístas fazem sexo sem erecção, mas esse é outro capítulo)
Será um erro muito grande associar o conceito acima com a sociedade consumista do tudo aqui e agora (bens de consumo, sucesso, grana)?
Experimenta ver alguma estatística séria sobre ejaculação precoce…viagra vende mais por retardar a tal do que para levantar o moral…
Será que um dia teremos um comercial dizendo “há coisas que o dinheiro não compra, pra todas as outras, tenha paciência e não exagera”
E viva os pequeninos prazeres!!
janeiro 8th, 2004 at 11:07
Bom, rambrosio, acho que você não pegou o X da questão. “Gozar”, aqui, não é “orgasmo”. É aproveitar a vida, é ter prazer em geral.
Claro que essas questões pós-modernas também passam pelo sexo, e ser livre para não gozar também é saudável.
janeiro 8th, 2004 at 11:56
Volps,
tbém considerava de início minha terapeuta como a solução dos meus problemas, todavia percebo hoje que ela simplesmente ajudou a encontrar fragmentos do meu verdadeiro EU ( ainda estou unindo com outros achados e espero um dia formar o todo ). Quem encontra a resposta é você mesmo, sem escapatória.
Kalil Gibran Kalil em um dos seus maravilhosos textos explica que temos 7 EUs e esses vivem em pleno conflito existencial, cada um tentando dominar ou superar – ser o “chefe” de todos.
Melhor é ter unidade.
janeiro 8th, 2004 at 12:24
Li o texto da Maria Rita, é muito bom.
Peguei o X sim, Volponi, só quis reduzir ao primário do gozo sexual porque é tudo a mesma coisa: em busca de um prazer enorme que todo mundo tem e eu não, a gente esquece do carinho, do beijo, do bom dia fulano, etc, prazeres que todo mundo pode criar e sentir.
Eu, por exemplo, tenho um prazer enorme em molhar biscoito maizena no leite frio…pronto já fui pro sexo de novo…
janeiro 9th, 2004 at 11:00
Nossa! Já li sobre essa bolacha de maizena agora a pouco. Virou fetiche, hein, Roberto?
janeiro 10th, 2004 at 15:15
Opa opa! Fetiche total!
janeiro 10th, 2004 at 22:52
Dia desses li (acho que na revista da Folha) uma matéria interessante pelo ineditismo e, por que não dizer, pela explicitação da complexidade das almas.
De forma jocosa o jornalista relatava e colhia depoimentos de várias mulheres (a grande maioria na faixa etária de 30/40 anos, bonitas, com formação universitária, bem posicionadas no mercado de trabalho) que defendiam o direito de assumirem publicamente sua total falta de desejo sexual (tesão) e a nenhuma importância dada por elas a relacionamentos passionais de qualquer natureza, isto é, tanto hetero como homossexual.
Opunham-se explicitamente contra a ditadura desse tipo de prazer.
Novos movimentos femininos nascentes… em direção oposta aos surgidos nas décadas 60/70.
janeiro 12th, 2004 at 0:39
Sugiro mais atenção, Watson, num local era bolacha, aqui era biscoito, este sim total fetiche…aquele lembrança doce e láctea da infância…
Qual o de vcs?
Nuggets no molho barbecue?
As gerações passam e os fetiches continuam…
janeiro 13th, 2004 at 10:26
Vamos lá: o pouco que eu estou conseguindo comentar sobre o que essa mulher disse (algo nesse texto está me incomodando muito, ainda não sei o que é).
Não confundam esse mundo que está aí fora com o que são as pessoas! O mundo que está aí fora é o mundo resultante da supremacia do dinheiro (fenômeno recente), mas as pessoas continuam as mesmas: se comportando de formas estranhas a elas próprias, tentando encontrar as chaves que expliquem esses comportamentos. Seja de gozo – quando acreditam que não deveriam gozar – seja de não gozo – quando acreditam que deveriam estar gozando.
A psicanálise, na minha opinião, é a busca de algo desconhecido que seja capaz de explicar você pra você mesmo, devolvendo um certo grau de “coerência” que reestabeleça a convivência entre esse ser sensato e esse ser estranho que são obrigados a viver juntos.
Se existem pessoas que conseguem fazer as pazes com esses seres por meio de auto-ajuda, terapias breves e medicamentos, feliz delas.
Continuo achando essa Kehl uma tonta. Não gosto do discurso ridicularizante dela. A única idéia interessante e respeitosa que ela colocou no artigo, é do Slavoj Zizek.
Eu nunca faria terapia com ela.
março 1st, 2004 at 13:53
gostaria muito de saber de um medico ou psicologo se faz mal eu estar engolindo o gozo, ou seja, o orgagasmo ingerido. pois é o maior praser q meu parceiro tem, q eu deixe ele gozar na minha boca…Mais tenho medo que me faça mal ou q possa mudar meu organismos. Preciso dessa resposta.
Desde ja agradeço.
março 28th, 2004 at 0:19
Cintia se vc quiser eu te forneço quanta porra vc quiser para engolir valeu??
janeiro 21st, 2005 at 0:48
como a mulher faz para gozar.
fevereiro 22nd, 2008 at 22:08
Heremarked cameron diaz sex scene that of me what else does he.