Pra Bahia, minha rainha!

Written by Volponi on 30/1/2004 – 20:54 -

De novo, minhas férias estão aqui. Ah… que beleza! Deixo o blog e tudo o mais por uns dias, para curtir várias trilhas e cachoeiras na Chapada Diamantina. Se eu voltar vivo, eu continuo… :p

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A tecnologia e o japonês

Written by Volponi on 29/1/2004 – 11:31 -

Nesse filme Último Samurai, me ficou na cabeça outra coisa: a relação entre tradição x tecnologia. Há, obviamente, uma clara defesa da tradição japonesa (honra, costumes, disciplica) contra a avassaladora tecnologia embarcada pelo capitalismo americano (na forma de estradas de ferro, eletricidade e, principalmente, armas automáticas).

Os samurais conseguem resistir, de forma corajosa, ao primeiro avanço da tecnologia: as armas de fogo. Mas não conseguem fazer o mesmo quando vem o segundo avanço, as armas automáticas, na forma de metralhadoras antigas.

A visão de preservar a tradição é comovente, no filme. E me faz ficar com uma certa repulsa à tecnologia. Mas percebo a ironia: trabalho com internet e sempre trabalhei com computadores. Adoro as maravilhas eletrônicas quando evitam a burrocracia e, apesar das críticas, sou alopata convicto e fico espantado quando uma simples pílula pode acabar (mesmo!) com fungos no seu pé, sem contar as endoscopias.

O interessante é perceber como, no filme, o imperador amarra a contradição de ser um país feudal, com tradições milenares, na transição e na ânsia pela modernidade. É, sim, modernizar-se, não esquecer suas origens. E é justamente essa a imagem que tenho do Japão, hoje. Ambíguo, porque tradicional e high-tech.

Talvez esse tipo de filme seja necessário para mostrar um contraponto. Afinal, não é preciso que ninguém defenda a técnica: ela já é hegemônica. No passado, era Deus (ou a religião) quem dizia o certo e o errado. Depois, veio o humanismo, que agora dá espaço ao discurso tecnológico. E isso não é bom nem ruim: é o contexto contemporâneo. Trabalhemos com isso, com alguns olhos no passado, e muitos no futuro. Aonde chegaremos?

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O japonês e o japonês

Written by Volponi on 29/1/2004 – 11:09 -

Engraçado ver dois filmes sobre o Japão na seqüência. Um, Encontros e Desencontros, da Sofia Coppola. Outro, o Último Samurai, de Edward Zwick. Muito diferentes entre si, lógico.

O primeiro mostra dois americanos que, no fundo, nunca entram no Japão. Por ter língua, costumes e rituais completamente distantes do que eles conhecem, optam por se fechar, se esconder. O hotel é um oásis de segurança com alguns intrusos nativos. Mas, nesse caso, o Japão é irrelevante: o país é só um pretexto para mostrar como a vida deles era sem sentido e tediosa. Podia ser a Índia, o Madagascar, a Islândia.

No segundo, que se passa no século XIX, um capitão do exército americano entra no Japão no período de transição feudal-moderna. E entra mesmo, de corpo e alma, quando vive numa vila de samurais. Vem todo o blablablá romântico da vida rupestre, disciplinada, cheia de honra, em contraste com os interesses financeiros e capitalistas da modernização de Tokyo, a nova capital.

Esse “entrar” ou “não entrar” numa sociedade me fez lembrar de um livro que li (depois acho o nome e coloco aqui), em que o autor, um executivo brasileiro, conta qual é a “mágica” para não cometer gafes em contatos internacionais. Simples: manter proximidade emocional. Quem procura o distanciamento, achando que o outro é “outro”, que os costumes são “estranhos”, que aquilo não é “correto”, fatalmente não vai se relacionar bem com as pessoas daquela sociedade. Se, ao contrário, tiver proximidade ativa (”entrar”), qualquer gafe, se existir, será facilmente contornada, compreendida, relevada.

Tá bom, concordo. Mas que isso deve ser difícil de se conseguir no Japão, ah, isso sim.

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De bicicleta

Written by Volponi on 25/1/2004 – 14:01 -

Ele popularizou a bicicleta, mas disse a vida inteira que foi outro que inventou a jogada. Um homem-borracha. O maior jogador brasileiro até a década de 50. Leônidas. Vá em paz, Diamante Negro.

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É mais fácil aprender japonês em braille

Written by Volponi on 23/1/2004 – 10:53 -

Segundo fontes fidedignas, é muito mais fácil aprender japonês em braille. E é lógico: a nossa grande dificuldade é aprender a ler aquelas letras esquisitas do katakana, do harigana, ou mais ainda, do kanji. Como dizer os sons daqueles trecos?

Em braille, é mais fácil. Há uma estrutura lógica para marcar os fonemas (tipo sa-se-si-so-su).

Por essa nem o Djavan esperava.

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Narcisista da farmácia

Written by Volponi on 21/1/2004 – 11:13 -

Não existem limites para o tiozinho da Ultrafarma. O cara lança uma revista com a sua cara estampada na capa, e no comercial é ele que apresenta a revista com a sua própria cara estampada na capa. E eu não tinha reparado, mas no logotipo da Ultrafarma que está na revista que tem a cara do cara, também tem a cara dele, caricaturada. Impressionante. No site, ainda não tem o logotipo novo, mas a cara dele tá lá. Será que ele se acha bonito, ou relevante, ou importante?

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Há injustiça

Written by Volponi on 20/1/2004 – 14:48 -

Fui multado por causa da Zona Azul. Detalhe: coloquei meu cartão com tudo preenchido certinho. E não excedi o tempo. O motivo da multa? Simples: cartão vencido, não válido anymore.

Como assim, vencido??? Não vem nada escrito no talão (sim, eu tenho um talão, e me sentia um cidadão responsável por isso). A tiazinha que me multou disse que “deram 90 dias, noveeenta, para que todo mundo trocasse o modelo antigo pelo novo”, e até me mostrou um folheto que fizeram para explicar. Ah, tá, tá bom.

Eu uso muito pouco o Zona Azul, e acho um saco ter que ficar correndo atrás de camelô pra pagar R$ 3 só para parar na rua. Por isso comprei um talão inteiro que, sem mais nem menos, perdeu a validade. E agora sou multado?

Sim, há injustiça. Estou puto.

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Não há esperança

Written by Volponi on 16/1/2004 – 13:27 -

Não há esperança quando se vê que há gente que gasta tempo (e inteligência) fazendo coisas bizarras como um videogame de urinol. Com os cumprimentos do MIT, baby. :-)

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Ainda há esperança

Written by Volponi on 15/1/2004 – 12:31 -

Ainda há esperança. Tem uns caras querendo colocar este anúncio no SuperBowl. Tomara.

Mais em: http://www.bushin30seconds.org/

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Consumerismo

Written by Volponi on 14/1/2004 – 12:30 -

Cuidado com SVA - Comprei um DVD SVA D-1800, e ele pifou. Coisa que acontece, lógico. Levei na assistência técnica há 4 dias. Eles me informaram que lá existem outros aparelhos da SVA esperando por peças. Um deles, desde setembro/2003. E me deram o 0800-5418383 para reclamar direto com a fábrica. Foi o que eu fiz. Prometeram mandar a peça em até 7 dias. Pra ter uma idéia, a peça é a placa mpeg do DVD. É responsável por “só” decodificar o sinal: ou seja, o coração de um aparelho de vídeo digital. O duro é que tenho que esperar pelo menos 30 dias sem retorno para fazer uma reclamação formal no Procon. Mas acho que vou levar balão nessa.

Sul América pisou na bola, mas tem voto de confiança - A correia dentada do meu carro quebrou, e fiquei parado na rua. Ao ligar para minha seguradora, a Sul América, tive que ficar pendurado 15 minutos ouvindo musiquinha para conseguir solicitar um guincho. Fiquei imaginando se eu estivesse em um local perigoso, ou sem bateria no celular, ou no meio da estrada na chuva, ou qualquer outro empecilho. Eu iria ficar sem guincho, desesperado, nervoso, e com as parcelas do seguro pagas religiosamente. Absurdo! Enquanto esperava o guincho, liguei novamente, desta vez para registrar uma reclamação (ah… nada como ter 40 minutos sem nada para fazer), desta vez atendido de forma muito mais rápida. No dia seguinte, à tarde, a Sul América me ligou para pedir desculpas pelo ocorrido e que aquela noite foi atípica, superando e muito qualquer previsão de ocorrências. Por isso, poucos atendentes estavam escalados naquele momento. E pediu desculpas novamente. É, tá bom, dá pra engolir essa. Merece um voto de confiança, mas qualquer probleminha agora vou ficar com um pé atrás. Fique também.

Coisas de consumidor. É bom falar dessas experiências, assim todos ficamos atentos. Mesmo que esse papo todo seja meio garoto-ranzinza… :-)

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