Re(re)volução industrial
Written by Volponi on 4/11/2003 – 19:00 -Toda vez que ouvia “as novas tecnologias estão roubando empregos” eu imaginava uma montadora de automóveis com robôs trabalhando no lugar de pessoas. Paradigma Toyota. Que ingenuidade a minha.
Se eu parasse para pensar dois segundos, veria que é muito mais fácil implementar software do que hardware. E o processo administrativo, como tal, é software. Tudo o que é processo não-criador é passível de informatização, e isso torna inúteis empregos como “analista de custos”. Aliás, processo me parece uma boa tradução para software.
E, na Cultura, estão trocando 44 empregos por um software. E nenhum robô.
Posted in Cri-crítica, Tecnicismos, Webslave chronicle |
Novembro 5th, 2003 at 10:40
Eu sonhei a noite intera com assaltos (e essa não é a primeira noite). Lendo esse post, lembro novamente desses pesadelos. Não consigo dissociar o aumento do desemprego do aumento da criminalidade (isso sem falar do resto, dos dramas individuais, da falta de sorrisos).
Li no jornal hoje que o emprego informal está quase se igualado com o emprego formal. Os impostos são muitos, não existem muitas empresas em condições de não sonegar.
O Estado está falido. Tantos problemas para serem resolvidos e faltam empregos. O mercado financeiro tem lucros astronômicos.
Algo tem que estar errado nisso tudo. Queria crer que um pouco de organização (contas, matemáticas mesmo) faria as coisas andarem pra frente.
Mas sei que somente a vontade e a inteligência também não são suficientes.
Novembro 5th, 2003 at 20:05
Eu ando me lembrando de uns artigos que eu li no jornal, sobre o Franklin Delano Roosevelt, no tempo (pouco tempo) em que os EUA podiam ser comparados ao Brasil de hoje, com migrações e outros problemas.
O cara resolveu as coisas lá por dentro mesmo, e foi com criatividade, inventando empregos.
Será que o LILS já leu sobre o FDR?