Mediocridades

Written by Volponi on 31/10/2003 – 9:37 -

Na média, as pessoas não são criativas: movem-se pela média, tem idéias medianas, e não conseguem enxergar dois passos adiante. Quer um exemplo? Olhe estes logos feitos por usuários do Google:

http://www.google.com.br/customlogos.html

De uns vinte, só um se salva.

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O anti-herói americano

Written by Volponi on 28/10/2003 – 19:46 -

E não é que Harvey Pekar, o criador da American Splendor, cujo filme está passando na Mostra, tem blog? E não só ele, como toda a família:

http://www.harveypekar.com/
Apesar de isso ser legal, não achei muita graça no blog em si. Paciência.

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Desarmem a Band

Written by Volponi on 24/10/2003 – 17:23 -

A Rede Bandeirantes anda veiculando uma campanha institucional (ou seja, assinada pela própria rede) contra as novas leis do desarmamento, defendendo que deve-se proibir armas apenas para os bandidos. “Cidadãos de bem” podem portar armas.

Primeiro, em alto e bom som: cidadão de bem o cacete. Quem carrega uma arma, para mim, é bandido por definição. Ter em mãos um apetrecho que é feito única e excluvisamente com a função de matar só serve pra propagar a violência. E não adianta porte de arma, análise psicológica, antecedentes criminais. Se o sujeito pensa que ter um revólver é uma boa, já não merece portar uma. Só profissionais podem, como policiais e agentes penitenciários. Seguranças privados? Não, sei, não. Há que se pensar.

Segundo: os parlamentares foram covardes ao retirar da proposta de lei a data do referendo sobre a proibição da venda e do porte de armas no país. A rigor, a nova lei não vai mudar muita coisa, apenas tornando inafiançável o porte ilegal. Grande coisa. Bandido algum vai deixar de portar arma só porque agora isso é crime inafiançável? Já é proibido hoje.

Sinto falta de uma postura mais clara e de criação de um projeto de nação por parte do governo Lula. Isto vale pra economia, pra previdência, pra carga tributária, pro esporte e, também, para este assunto. Faz-se apenas o de sempre: discussão política do meio-termo. Só que segurança não pode ser meio termo.

Terceiro: apesar do título um tanto condenatório deste post, a Bandeirantes tem todo o direito de achar o que quiser. Eu só não concordo. E estou pensando seriamente em fazer uma das poucas coisas que posso, a respeito: não assistir mais a emissora. Não me parece grande perda, de qualquer forma.

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Risoto brasileiro

Written by Volponi on 23/10/2003 – 11:29 -

Um dia ainda vou conseguir preparar isto:
http://maisvoce.globo.com/culinaria.jsp?id=10097

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A sociedade líquida e suas interpretações

Written by Volponi on 20/10/2003 – 14:09 -

Creio que a experiência humana é mais rica do que qualquer de suas interpretações, pois nenhuma delas, por mais genial e “compreensiva” que seja, pode exauri-la. Aqueles que embarcam numa vida de conversação com a experiência humana deveriam abandonar todos os sonhos de um fim tranquilo de viagem. Essa viagem não tem um final feliz -toda sua felicidade se encontra na própria jornada.

Zygmunt Bauman, no caderno Mais deste domingo.

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Pros diabos com o escaravelho

Written by Volponi on 17/10/2003 – 10:57 -

“O Criador, se Ele existe, tem uma predileção desmesurada por besouros”. A frase é do biólogo escocês John Burdon Sanderson Haldane (1892-1964). E não é por acaso: já foram descritas umas 400 mil espécies de coleópteros.

Pra se ter uma idéia, isso significa metade de todos os insetos, ou 22% de todas as espécies existentes no planeta. É besouro pra dedéu. O porquê disso? Difícil saber…

Outras discussões sobre besouros e a questão da vida num artigo do Hélio Schwartsman para a Folha Online - Pensata.

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O máximo em educação

Written by Volponi on 16/10/2003 – 14:24 -

O máximo em educação é colocar seu carro exatamente em cima da faixa, ocupando duas vagas num estacionamento onde poucas delas existem. Para dar um toque nesse motorista descuidado, aproveitei meu caderninho e escrevi um recado: Um dia, vê se aprende a estacionar, tá. É um pouco grosseiro, como eu quase sempre faço, claro. Tenho a maior inveja de quem sabe ser direto ao ponto sem ser indelicado. Mesmo assim, acho que essa pequena grosseria seria justificável. E lá fui colocar o recado no pára-brisas do Corsa. Minha surpresa: já havia outro recado lá. Estaciona direito sua f#$@#%¨#, vai @#$@#$@# !!!.

Oooops. E eu que pensei que estava sendo mal-educado.

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Rádio 1 - Brasil 2000

Written by Volponi on 13/10/2003 – 12:42 -

Com a mudança de direção da Brasil2000, agora nas mãos do Kid Vinil, a emissora deu um cavalo-de-pau na programação. Em vez de se parecer cada vez mais e mais com a 89Fm e com a Mix, eles radicalizaram: foram pro lado da Rádio USP.

Calma, calma. A Brasil2000 não tá colocando só música brasileira da boa, sem jabá. Mas tá colocando no ar músicas alternativas, muitas da boa, independente de ser a banda da modinha. Eu ouvi bandas que nem faço idéia quais sejam, outras mais pro eletrônico que duvido que toquem na 97, e uns rocks progressivos brasileiros da década de 70, sem ser Mutantes. Um samba do crioulo doido. Desestabilização e ruptura completa com o mainstream.

Duvi-de-o-dó que a audiência (antiga) vá se manter. Por enquanto, parece que a palavra de order é “desconstruir”. Nenhum hit, nada de repetições de músicas ad infinitum, novidades indie misturadas com obscuras antiguidades. Eu gosto. Aliás, não só gosto, como apóio. Me dá raiva a padronização de “músicas de trabalho do momento”. E esta atitude da rádio abre espaço para programações inusitadas, criativas, relevantes, agregadoras e multiplicadoras de músicas boas, mainstream ou não.

Mas acho que este é apenas o primeiro passo. Desconstruir é só um passo. Os outros ainda requerem criar uma referência para tocar boas músicas indie, e não só porque é indie. Critérios para escolher as antigas, que não sejam nem o obscurantismo nem a fama.

Senão, um dos novos bordões “a rádio que ousa” vai ser só isso: ousadia por si só é um lixo. Eu quero é relevância e inteligência. Com ousadia, claro.

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Rádio 2 - A voz do Brasil

Written by Volponi on 13/10/2003 – 12:35 -

Ainda falando em rádio, outro dia me peguei ouvindo novamente a Voz do Brasil. No interior, costumava ouvir no trabalho, já que ficava sozinho e por lá não existe essa de emissora conseguir liminar para não transmitir o programa.

O que me espantou é que, agora, a Voz do Brasil está muito mais parecida com um jornal da CBN. Bom, pelo menos a parte referente ao Poder Executivo. Se você ouvir essa primeira parte e comparar com as outras duas (do Poder Judiciário e do Legislativo), vai perceber que a diferença é brutal.

Notícias de esporte, dicas de financiamento pessoal, problemas habitacionais nas grandes cidades, economia. E, claro, um pouco de oficialismo. A diferença é que há comentaristas que explicam a importância de cada notícia, e o tom está longe de ser oficialesco. Em vez de “o Ministro da Agricultura proferiu discurso defendendo a implantação da soja transgênica no país”, um “o que muda na agricultura com a adoção da soja transgênica”, seguida por uma comentarista.

Na nova Voz do Brasil, me pareceu que eles não abrem mão do jornalismo, apesar de ser oficial. Ponto pro Eugênio Bucci. Quero acompanhar mais.

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Mestres no anticlímax

Written by Volponi on 10/10/2003 – 18:45 -

<desabafo chato>
Os caras aqui na emissora conseguem acabar com qualquer resquício de boa-vontade ao trabalhar. Chato pacas. Não definem as datas de estréia. Mudam logo a cada 3 dias. Não decidem o que vai ser feito, exatamente. E nem sabem cobrar. Tá louco. Tou chateado. O cúmulo do antitesão.
</desabafo chato>

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