E, por falar em presos…

Written by Volponi on 10/9/2003 – 16:47 -

Fiz umas contas. Peguei dados da Secretaria de Fazenda do Estado para descobrir quanto custa cada preso de SP, por mês. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária, tem uns 60.000 deles.

Não sei se o meu cálculo rasteiro é válido, mas dá R$ 927,50 mês/preso. Não é pouco, mas é menos do que eu imaginava.

Claro que, se você pensar quanto custa um jovem no segundo grau, preso custa muito, muito caro. Em todos os sentidos.

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Só mais um detalhe

Written by Volponi on 10/9/2003 – 16:45 -

(Você sabia que o Estado paga o translado capital-interior para famílias de presos que foram transferidos para unidades longe de casa? Vá até a Barra Funda ou ao Terminal Tietê na sexta-feira à noite e veja quantos ônibus “genéricos” fretados saem do lado de fora dos terminais, carregando mulheres e crianças.)

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Minha primeira vez

Written by Volponi on 9/9/2003 – 11:12 -

Certas coisas devem ser compartilhadas, sem medos ou restrições. Resolvi contar como foi a minha primeira vez. E minha primeira vez foi ontem. Como a primeira vez de muita gente, não foi maravilhoso. Foi legal, e ponto. Duas coisas me surpreenderam: tinha mais gente do que eu esperava, e durou uma hora e meia. Esperava bem menos. Passei muito calor, fiquei suado, pedindo água. Acho que é normal, mas como foi minha primeira vez, ainda não tenho certeza. E, ao contrário do que eu tinha imaginado, até que a coisa foi bem organizada e prática. Chega de teoria!

Ou seja: gostei de participar de uma paralisação, uma greve por pouco tempo, em luta por um dissídio já acordado, e que a FPA reluta em pagar. Não teve aquelas bobagens teóricas de militantes do PSTU. Eram funcionários organizados para decidir o que fazer, como fazer. Bem diferente dos papos do pessoal da FFLCH. E, graças a Deus, sem nenhum “a luta continua, companheiro”.

Mas de uma coisa não deu pra fugir: o presidente do sindicato era fanho. :-)

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Achando um culpado

Written by Volponi on 3/9/2003 – 17:55 -

Essa história do menino carioca que fugiu de casa para entrar nas FARC é inusitada. A mãe, secundada por alguns veículos de comunicação, coloca a “internet” na parede, afinal, foi através dela que o rapaz conseguiu descobrir como chegar lá.

Me parece uma enorme inversão de valores. A mãe diz “apesar de não ser pornografia nem nada, deveria haver uma forma de evitar que adolescentes usassem esse tipo de informação perigosa pra fugir de casa”. Engraçado. Toda vez que há um problema por causa de informações livres, discute-se a liberdade da informação, e não o uso que se faz dela.

É um pouco como a história do cara que chega em casa e vê a mulher com o Ricardão no sofá. O corno não tem dúvidas: vende o sofá na hora.

Acho muito pobre jogar a culpa no “outro”, achar um culpado para expiar a sua responsabilidade. Maduro (e louvável) seria dizer “vou conversar com meu filho para que ele não precise fugir de casa e pondere sobre suas ações”. Mas cobrar bom-senso quase sempre é um exagero, ainda mais em momentos-limite. Paciência.

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