Trancando o carro com a chave dentro

Written by Volponi on 14/8/2003 – 10:50 -

Tudo por causa desse vírus Blast. Ele infectou meu computador em casa mas que não tinha dado as caras ainda. Li que ele entrava por uma brecha num tal de “RPC” do Windows. RPC é Remote Procedure Call, sabe? Pois é. Eu fui lá nos Serviços do Win2000, dentro das Ferramentas Administrativas, para dar uma olhada. Estranhamente, não dava para parar esse serviço, como os outros. Só dava pra desativar. Então eu desativei, pra ver o que acontecia.

Quando reiniciei a máquina é que fui perceber a merda. Tentei conectar, e erro. “Bom”, pensei, “se o RPC é importante, deixa eu ativar novamente”. Tsc, tsc, tsc. Como diz o Jacaré, mirim, mirim. A janela para mudar as propriedades do serviço também é acionada pelo tal do RPC. Ou seja: não dá pra reabilitar nada. Nem pelo modo de segurança.

E, agora, só fica a terrível sensação de ter trancado o carro com a chave dentro.

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Azia, gastrite e má digestão

Written by Volponi on 11/8/2003 – 11:53 -

E eu não lembro o resto o refrão.

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A/C Carta Comercial

Written by Volponi on 11/8/2003 – 11:43 -

Aos cuidados de
vossa senhoria

de acordo com a solicitação
segue em anexo
para sua apreciação

aguardo retorno
elevando os mais altos protestos
de estima e consideração

sem mais para o momento,
atenciosamente.

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Eu me amo no jornalismo

Written by Volponi on 8/8/2003 – 10:12 -

Auto-elogio é feio.

Primeiro noticioso a entrar na grade de programação da emissora após a morte de Roberto Marinho, o Jornal da Globo começou a perfilar as virtudes do falecido, presidente da corporação. Tudo bem previsível. Quando alguma personalidade morre, só o lado bom é lembrado. Comiseração aceitável. O que me deixou mais incomodado, contudo, foi quando Ana Paula Cabelão começou a elencar as virtudes da Globo.

Mas não é o único. O Primeira Leitura, que leio todo dia, também é assim, só que diariamente. CQD’s toda hora. Provas da capacidade do corpo editorial, elogios à própria sagacidade, etc. Coisa parecida faz MinoCartaCapital, a brandir na própria revista as virtudes do “verdadeiro jornalismo” que, claro, só eles fazem.

Perceba que essas três instituições, sim, são respeitáveis (o jornalismo da Globo, nos últimos anos, vem provando estar à frente de todo o telejornalismo nacional). Mesmo assim, um pouco mais de constrangimento deveria ocorrer, ao falar de si mesmos. Publicidade tem um espaço específico, fora das editorias. Na publicidade é que auto-elogios são obrigatórios. Editorialmente, isso é feio, muito feio.

Ainda bem que eu, no comando do Carderno de Anotações, percebo tudo isso e esclareço para vocês, pobres mortais leitores de blog. Parabenizem-me. :p

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Novo filhote

Written by Volponi on 7/8/2003 – 15:26 -

Estréia mais um novo filhote. Não tem muito conteúdo, mas está com um design moderninho. Vejam:

TV Cultura - Cartão Verde

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De coisas não sabidas

Written by Volponi on 3/8/2003 – 16:45 -

O varvito é uma formação geológica característica da região de Itu, em que camadas sobrepostas de diferentes épocas contam a história do lugar, como quando houve épocas glaciais, por exemplo. Isto eu não sabia, e aprendi neste final de semana.

Outra coisa que eu aprendi é que as cerejas de confeiteiro, sim, aquelas cerejas perfeitas e deliciosamente doces que se usam em bolos e sorvetes não são cerejas, nem nunca foram. Na verdade, são confeitos de chuchu. Sim, chuchu com dois “ch”, e não cereja. A cereja verdadeira tem sementes. Como se poderia manter perfeitamente lisa uma fruta, e dela retirar as sementes? Quando foi-me dito isso, tudo se tornou claro. É óbvio, como pude ser tão idiota, por tanto tempo? Fiquei com ganas de conhecer mais coisas não sabidas.

Enquanto isso, melhor fazer como o varvito: sedimentar conhecimentos, para que da história eu possa aprender alguma coisa.

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Olhando para trás e para frente

Written by Volponi on 1/8/2003 – 14:51 -

De alguma forma, a crônica Se Arrependimento Matasse, do Murilo, me pegou. Até acabei comentando o texto de um jeito incomum, para mim. Acho que vestimos carapuças toda hora.

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Telegraph Road

Written by Volponi on 1/8/2003 – 14:48 -

<fã babando>
Gosto do Dire Straits pela possibilidade de viajar nos solos do Mark Knopler. Você nem repara que estava ouvindo a mesma música há 14 minutos. E, se repara, fica admirado com a simplicidade e elegância do som.
</fã babando>

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O maracujá, as paixões e um besouro

Written by Volponi on 1/8/2003 – 14:41 -

Maracujá, em várias línguas (como o inglês e o italiano) é a “fruta da paixão”. Estranho, para uma fruta que tem a fama, no Brasil, de ser considerada calmante. Paixão é fogo, e não calma. Uma explicação débil apareceu na mesa do almoço: talvez tenha esse nome por causa da planta, que enrola suas extremidades no que aparecer por perto, até outras plantas. Foi a única metáfora encontrável: o maracujá, assim como os apaixonados, se entrelaçam de tal forma ao ser desejado que fica quase impossível distinguir onde começa um e onde termina o outro. Constatação interessante: o maracujá não é daninho, isto é, ele não suga a seiva da outra planta, apenas a usa como apoio, para ter segurança de si. Ou seja: a fruta da paixão embute, nessa metáfora, uma das vertentes do amor.

O amor, que pouco se parece com aquele bezourão helicóptero, assim chamado por causa do tamanho e do barulho que provoca. O besouro nada tem a ver com a história, a não ser o fato de ser assíduo habitante dos pés de maracujá. Mas que está sempre lá, está.

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