Solene

Written by Volponi on 30/7/2003 – 10:32 -

Pega. Quatro para cada lado. Passa, passa. A bola surrada viajava por todos os lados da rua. Aqui, vem! O jogo era o mundo deles. Agora. Com afinco lutavam pela partida, como se num estádio fosse, como se grandes jogadores fossem. Xi… perdeu. Mas eram apenas meninos. Agora, vai. E ficaram consternados quando viram aquele carro preto. Olha lá. Seguido num cortejo numa fila a baixa velocidade. Vixe… Silenciaram o jogo, a bola segurada firme contra um peito.

Solenes, prestaram seus 8 minutos de silêncio, como se uma grande partida fosse.

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Só duas horas

Written by Volponi on 28/7/2003 – 16:25 -

Acabo de tomar um Imosec. Para quem sabe o que é, me desejem bom sono. Tenho umas 2 horas, antes de capotar.

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Banana-maçã, chá e canja

Written by Volponi on 28/7/2003 – 11:05 -

Saudades da minha avó. Quando eu ficava doente, ia direto pra casa dela, e passava o dia inteiro vendo televisão, comendo banana-maçã, tomando chá com bolacha maizena, além de curtir uma amorosa canja de galinha sem tempero. Nem parecia que eu tinha faltado na aula porque me doía o corpo. Agora, babaus.

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Mil palavras

Written by Volponi on 24/7/2003 – 10:50 -

Uma viagem esperada, conversas. Um despertar apressado, animado, divertido. Sol aberto, dia temperadamente agradável. Preparação, alongamento: subida. Seis quilômetros morro adentro, árvores, cheiro de mato, água de encosta. Braços abertos querendo voar no topo do mundo. Sua música descendo pelas ladeiras, em harmonia com a melodia do silêncio. Noite de balanço, mais música, debates acaloradamente inteligentes. Um prato exótico nos esperando no dia seguinte. Mais frio, conversas, agasalhos. No fundo, um pôr-do-sol avermelhado por entre o coqueiral. Moldura para nossos sorrisos. Os olhos naturalmente focados num ponto finito, o olhar para dentro do mundo. Lado a lado, você apoiada em mim, proximidade e confiança, dizendo o indizível num toque de ombros. Poesia.

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Coragem

Written by Volponi on 22/7/2003 – 11:41 -

- Odeio restaurantes que não tem coragem.
- Como assim?
- Por exemplo, olha os sorvetes. Chocolate, morango e creme. Isso lá é opção? E os lanches? Te permitem montar o que você quiser, mas sugerem só 3 ou 4, e dos bem óbvios.

Sim, é preciso ter coragem. Até num cardápio. E você me dá provas disso a cada segundo. É a minha vez de colocar broncas na coleção pessoal.

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Um exemplo compreensivo

Written by Volponi on 22/7/2003 – 11:24 -

A gente entende pouco inglês, mas do pouco que entende, dá vontade de xingar o tradutor, quando acontece. E sempre acontece.

Um exemplo compreensivo. Como assim, um exemplo que ouve seus problemas? Onde foi parar o exemplo abrangente (ou o comum exemplo completo, que é pobre mas melhor que o falso cognato)?

Eventualmente, o vilão morreu. Ahnnn? É possível que o vilão morra, mas só às vezes? Morrer eventualmente? O tradutor é espírita, e o vilão reencarna morrendo às vezes? Finalmente passou longe da cabeça de quem traduziu.

Fritinhas francesas. Essa, eu juro que vi no cinema. E qualquer estudante básico 1 reconhece o erro, ainda mais porque todo mundo adora batata frita, sorvete e o livro que está sobre a mesa.

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Isso é que é samba

Written by Volponi on 21/7/2003 – 13:41 -

Brancas e Pretas
Paulinho da Viola

Num jogo de vida e de morte
As brancas e as pretas sobre o tabuleiro
Ali não há golpes de sorte
Se pensam jogadas, destinos certeiros

O quadro é um mar quadriculado
Sem ondas, parado, porém de marés
Ás vezes um passo mal dado
Um lance apressado resulta em revés

Os reis, as rainhas e os bispos
Dominam a cena com seu poderio
Da torre se avista o tablado
Peões trabalhando por horas a fio

O meu coração anda aos saltos
Parece um cavalo no seu movimento
Selvagem, e até traiçoeiro,
Vai sem cavaleiro, tabuleiro adentro

Parceiros duelam paciência
Por vezes se estranham,
o amor e a ciência
As pedras ali não têm limo
E mudam de rumo por conveniência
Ou, por não acharem saída,
Não rolam, se deitam,
no fim da partida

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Um primor de desenho

Written by Volponi on 21/7/2003 – 12:28 -

Adoro as tiras horizontais do Leo Martins no NoMínimo. Poesia, humor e total adequação ao meio. Sensacional.

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O Grande Gatsby - F. Scott Fitzgerald

Written by Volponi on 20/7/2003 – 15:24 -

Influenciado pelos comentários do Luís Fernando Veríssimo em várias de suas crônicas, resolvi ler algum dos grandes escritores americanos. Em vez de Hemingway, encontrei primeiro este livro.

A história é contada em primeira pessoa onisciente, e o eu-lírico é de um jovem californiano (Carraway) que se muda para Nova York nos anos 20, atrás de trabalho e um pouco de agitação. Mas o personagem principal é Jay Gatsby, um ser misterioso que promove festas ininterruptas para toda a “sociedade” novaiorquina, cuja personalidade e história ninguém conhece. Entretanto, todos os seus convidados sempre conjucturam sobre quem é, de verdade, o anfitrião.

Carraway mora ao lado da mansão de Gatsby, e, aos poucos, vai entrando no mundo excêntrico do vizinho. É exibida as entranhas do jet-set da cidade, com toda a frivolidade e falta de profundidade. Os convites inexistem, mas as “estrelas” lá estão, todas as semanas.

O único a prestar atenção efetivamente em Gatsby é o narrador, que tenta, aos poucos, descobrir quem é ele. Mas, ao contrário de todos os outros, o faz de maneira desinteressada. Torna-se seu único amigo. Um amor proibido e uma história envolvendo o passado de Jay estão no clímax do romance.

A linguagem não me chamou a atenção, nem o ritmo, nem o tema, nem a história. Pelo menos, é curto. Da próxima vez, atacarei Hemingway.

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Politicamente correto

Written by Volponi on 16/7/2003 – 14:46 -

- Não, eu não sou feio! Minha mãe me disse que eu sou esteticamente desinteressante, só isso!

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